Como as demais, as supostas vítimas alegam que Oli Santos da Costa dizia estar incorporado para realizar tratamento sexual

Oli Santos |Foto: Divulgação

A advogada Mariana Costa, advogada das supostas vítimas de estupro do pai de santo e professor universitário de 61 anos, Oli Santos da Costa, revelou ao Jornal Opção que mais duas vítimas a procuraram e devem prestar depoimento nesta semana contra o suspeito.

Segundo ela, as duas supostas vítimas foram abusadas por mais de um ano. Como as demais, as mulheres afirmam que o pai de santo alegava estar incorporado para realizar tratamento sexual.

Com elas, o número de clientes de Adriana chega a 20, apesar de somente 15 terem deposto à Polícia Civil. “Três delas já não falam mais em depor. As duas [que a procuraram por último] devem ir à delegacia nesta semana”.

Caso

Noticiado em primeira mão pelo Jornal Opção, o caso, conforme explicado pela advogada no último dia 26, envolve um pai de santo, Oli, que utilizava de supostas entidades para obter vantagens sexuais. “Fazia as mulheres acreditarem que a ascensão no terreiro, com vantagens espirituais, viria com atos sexuais com as entidades dele e até com ele. As entidades, inclusive, diziam para se aproximarem dele”.

Segundo a defensora, todas que faziam o tratamento sexual precisavam deles [as entidades] para aflorar a espiritualidade, que estava ligada à sexualidade.

Conforme ela, se condenado, Oli poderá ser enquadrado nos crimes de violência sexual mediante fraude. Em alguns casos, que envolveram menores [duas] ou que houve força bruta, trata-se de estupro. A defesa requereu o mandado de prisão.

Os crimes, segundo uma fonte que falou ao jornal, mas solicitou que sua identidade fosse preservada, ocorriam há quatro anos, desde a fundação do terreiro da religião kimbanda.

Para a advogada, a primeira denunciante e a divulgação da imprensa motivou outras mulheres a se manifestarem e denunciarem Oli, que no primeiro depoimento não negou as relações  e afirmou que estas eram consensuais e que as mulheres eram amantes. Ele foi preso no último dia 5.

Prisão

Oli Santos da Costa foi preso, no último dia 5, pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), logo após depor no local.

Pela DPCA, foi informado que o suspeito teria praticado violação mediante fraude com uma menor de 15, desde que ela possuía 14 anos; de uma menina de 19 anos, desde quando ela possuía 16 anos; além de importunar sexualmente uma menor de 17 anos. No relato, as vítimas disseram que ele afirmava que as práticas sexuais eram necessárias para a elevação espiritual delas.

Os crimes contra as vítimas maiores estão sob atribuição da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da região Noroeste. A advogada ainda acredita que mais mulheres possam surgir.