Mais de 75 mil crianças em Goiás enfrentam obesidade, aponta Secretaria de Saúde
05 março 2026 às 19h02

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) informou que 35,4% das crianças atendidas pela rede pública de saúde lidam com obesidade. A situação foi classificada como “um cenário epidemiológico preocupante”.
Dentre as divisões geográficas do estado, a região com o nível mais alarmante de obesidade infantil é a Centro Sudeste, que possui 55 municípios, com 37,8% de incidência. Dentre as cidades desta região estão Caldas Novas, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo.
Outro recorte geográfico com a média acima da estadual é a Centro Oeste, que abrange 72 cidades, dentre elas a Capital, e atinge 36,5% de obesidade infantil. Em contraponto, as macrorregiões com os níveis mais baixoa são a Sudoeste e Nordeste de Goiás com respectivamente 34,5% e 31,8%.
Medidas tomadas contra obesidade infantil em Goiás
A Secretaria afirma que, diante deste cenário, vem consolidando instrumentos normativos na busca de fortalecer a qualificação dos servidores no atendimento à população infantil que lida com obesidade e sobrepeso. Como exemplo, citam a Nota Técnia Conjunta que rienta a definição de fluxos assistenciais, a estratificação de risco, o acompanhamento multiprofissional e a articulação entre os diferentes pontos de atenção.
Além disso, no âmbito da Atenção Primária à Saúde, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) desenvolvem ações contínuas de promoção da alimentação adequada e saudável, alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) e do Guia Alimentar para a População Brasileira. Também foram instituidas diretrizes no âmbito escolar incluindo triagem sistemática, acompanhamento e ações educativas voltadas à promoção de hábitos alimentares saudáveis e estímulo à prática de atividade física.
Citam ainda programas como o Goiás Contra o Diabetes, o incentivo à nutrição adequada por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), Academia da Saúde, Incentivo a Atividade Física nas Unidades Básicas de Saúde (IAF) e diversas outras iniciativas que impactam na redução da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis, que inclui todas as faixas etárias.
Por fim, há a Vigitel (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco e Proteção para Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado de Goiás) que foi realizada em 2023 e 2025 identificando os principais agravos, como diabetes e obesidade. Os dados ajudam na orientação de futuras políticas públicas voltados para estes grupos.
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