Maduro foi preso para ser julgado nos EUA, afirma senador republicano
03 janeiro 2026 às 08h26

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será levado a julgamentos nos Estados Unidos, segundo afirmação do senador republicano Mike Lee. O parlamentar afirmou em publicação nas redes sociais que teve uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, onde foi lhe dito que o Maduro foi detido para que ele responda a acusações criminais nos EUA, num movimento que, segundo Rubio, fez parte da ação militar realizada na capital venezuelana neste sábado, 3.
De acordo com Lee, a operação teria se baseado na autoridade constitucional conferida ao presidente dos EUA para proteger cidadãos americanos diante de ameaças reais ou iminentes, embora não tenham sido divulgados documentos formais autorizando o uso da força nem detalhes sobre quais acusações específicas Maduro enfrentaria no sistema judicial norte-americano.
Até o momento, autoridades norte-americanas não divulgaram um comunicado oficial detalhando o plano jurídico que será aplicado no julgamento de Maduro nem confirmaram a localização atual dele ou de sua esposa. Mais detalhes serão repassados em coletiva de imprensa marcada para as 11h do horário americano (13h em Brasília).
O anúncio veio após o presidente Donald Trump afirmar nas redes sociais que os Estados Unidos conduziram ataques de grande escala contra a Venezuela e que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados. Trump também disse que a ação foi realizada em conjunto com as forças de segurança americanas.
Em resposta ao comunicado de Trump, o governo venezuelano classificou o ataque como uma “agressão militar” e declarou estado de emergência em várias regiões do país. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que Caracas ainda não tem informações confirmadas sobre o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, exigindo do governo dos EUA uma prova de vida dos dois.
Explosões foram ouvidas em Caracas e em outras áreas nas primeiras horas da manhã. Moradores relataram aeronaves voando em baixa altitude e falta de energia elétrica. O ataque aparentemente mirou instalações militares e infraestrutura estratégica, o que causou pânico entre moradores.
A escalada do conflito ocorre em meio a meses de pressão dos EUA sobre o governo venezuelano, incluindo sanções econômicas e ações militares contra supostos grupos ligados ao narcotráfico na região. Maduro havia sido acusado por autoridades americanas de envolvimento com narcoterrorismo e liderar o chamado “Cartel de los Soles”, apesar de o regime negar as alegações e responsabilizar Washington por tentativas repetidas de desestabilização.
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