O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira, 2, ser irrealista uma operação militar para abrir o Estreito de Ormuz à força depois de Donald Trump desafiar aliados a “criar coragem” e “simplesmente pegar” petróleo na nevrálgica rota marítima fechada pelo Irã em meio à Guerra contra os Estados Unidos e Israel.

A fala foi dita durante visita à Coreia do Sul. “Levaria uma eternidade, e exporia todos aqueles que atravessam o estreito aos riscos da Guarda Revolucionária Islâmica, bem como a mísseis balísticos”.

Uma cúpula com 35 países deve ser realizada ainda hoje no Reino Unido. O objetivo é formar uma coalização em busca de formas para reabrir o Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos não devem participar da reunião.

O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo entre o Irã e Omã, conectando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. São cerca de 50 quilômetros de largura de uma ponta a outra, mas apenas duas faixas são utilizadas para o tráfego de navios petroleiros.

A região é considerada uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo, sendo responsável pelo deslocamento de 20% de todo a matéria-prima produzida no Oriente Médio.

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