De acordo com o levantamento do Instituto Meio/Ideia, o presidente Lula da Silva (PT) aparece com 40,4% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 37% no cenário estimulado do primeiro turno. Por outro lado, quando a simulação avança para um eventual segundo turno, o senador do PL supera o petista: Flávio marca 45,8%, ante 45,5% de Lula, mas a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, ou seja, empate técnico.

Realizada entre os dias 3 e 7 de abril, a pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o território nacional. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, e o intervalo de confiança chega a 95%. A pesquisa Meio/Ideia é a primeira divulgada após o fim da janela partidária e o período de desincompatibilização. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00605/2026. 

A pesquisa também testou outros cenários de segundo turno, e Lula aparece à frente de todos os adversários apresentados. O presidente marca 45% contra 39% do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD); e 44,7% contra 38,7% de Romeu Zema (Novo). O petista também vence Renan Santos (Missão) por 45% a 26,4% e Aldo Rebelo (DC) por 46% a 22,6%.

Na pergunta espontânea (quando o entrevistador não oferece nomes aos eleitores), Lula lidera com 32,6% das menções. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 19,4%. Curiosamente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível, ainda soma 6% das citações, o que indica que parte do eleitorado bolsonarista ainda não migrou para o filho mais velho. Romeu Zema vem a seguir com 4,1%, e Ronaldo Caiado aparece com 2,6%. Aqui, 25,3% dos entrevistados não sabem ou não citam nenhum nome.

Vale destacar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparecia em empate técnico com Lula em pesquisas anteriores, não foi mais testado nos cenários estimulados. Nas respostas espontâneas, Tarcísio aparece com apenas 2,3%. 

O que acham do governo atual? 

Quando questionados sobre a permanência de Lula no cargo após o mandato, 51,5% dos eleitores responderam que o presidente não merece continuar, contra 45% que defendem sua permanência. Sobre a avaliação geral do governo, 46,4% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 32,2% a consideram ótima ou boa.

Outros 19% avaliam o governo como regular. No recorte específico da segurança pública, o índice de ruim ou péssimo sobe para 53,9%, com apenas 18,9% de ótimo ou bom.

A pesquisa também revelou que sete em cada dez brasileiros (70,4%) afirmam que o custo de vida aumentou no último ano. Ademais, quatro em cada dez entrevistados dizem estar mais endividados. Na hora da decisão eleitoral, 74,7% consideram o custo de vida e o endividamento como fatores muito importantes ou importantes.

Decisão sobre ameaças à democracia

A concentração de poder no Judiciário foi apontada como o maior risco de ameaças à democracia por 42,5% dos entrevistados. Em seguida, aparecem a corrupção política (16,5%), a polarização (13%), a desinformação (9,7%) e a influência de outros países nas eleições. Apenas 4,3% acreditam que a democracia brasileira não está ameaçada.

Sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, 41% são contra qualquer tipo de perdão.

Por outro lado, 53% são favoráveis, sendo 32% a favor de anistia ampla (incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares) e 21% a favor da anistia apenas a manifestantes, excluindo líderes.

Além disso, 52% dos entrevistados defendem que as eleições devem ser decididas exclusivamente por brasileiros, sem qualquer pressão estrangeira.

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