Lula critica projeto que reduz penas do 8 de Janeiro e chama Bolsonaro de “cachorro louco”
06 fevereiro 2026 às 19h03

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se posicionar contra o projeto de lei conhecido como PL da Dosimetria, que prevê redução de penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista concedida nesta sexta-feira, 6, à TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, Lula fez duras críticas ao texto e comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um “cachorro louco”.
“Você acha que, se tiver um cachorro louco e soltar ele, ele vai ficar mais manso? Ele vai morder alguém. Esse cidadão tentou destruir a democracia brasileira. Esse cidadão, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de cadeia, tinha um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes”, afirmou o presidente.
Lula reiterou que vetou integralmente a proposta por discordar do conteúdo e reforçou que a eventual derrubada do veto será uma responsabilidade exclusiva do Congresso Nacional. “Se derrubarem o veto, é problema do Congresso Nacional. Eu fiz a minha parte. O Congresso fez a dele e aprovou. Eu sei as condições em que foi discutido. Eu fiz o meu papel, vetei porque não concordo. Esse cidadão tem que ficar preso”, disse.
O presidente também afirmou que decisões desse tipo não podem ser tratadas com leviandade. “Não dá para brincar de fazer julgamento. Se você o liberta, você desmoraliza a seriedade da Suprema Corte”, acrescentou, ao mencionar que eventuais processos de anistia, historicamente, costumam ocorrer muitos anos depois, e não no calor dos acontecimentos.
O veto ao projeto foi anunciado por Lula no último dia 8 de janeiro, durante cerimônia que marcou os dois anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, ocasião em que o presidente reforçou a defesa da democracia e da responsabilização dos envolvidos.
Nos bastidores, parlamentares da oposição e parte do centro político já articulam a derrubada do veto presidencial. A movimentação ainda não tem data definida para ser levada ao plenário, mas é tratada como uma das primeiras disputas entre Executivo e Legislativo no início do ano legislativo.
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