Líder religioso é preso em Itumbiara suspeito de estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil
07 abril 2026 às 16h59

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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu nesta terça-feira, 7, um mandado de prisão preventiva contra Givanildo Teodoso da Silva, de 39 anos. Ele é investigado por uma série de crimes sexuais no município de Itumbiara, no Sul do Estado.
Givanildo, que atuava como líder de jovens em uma congregação evangélica local, é suspeito de praticar estupro de vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, posse de pornografia infantojuvenil e tentativa de produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar. Segundo o inquérito, o investigado teria enviado a foto de seu órgão genital para uma adolescente de 13 anos, fiel da igreja, via mensagens diretas no Instagram.
Na ocasião, ele também teria solicitado que a menor lhe enviasse fotos íntimas. Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou outras vítimas e novas modalidades de crimes.
O investigado teria induzido uma adolescente de 12 anos e uma mulher adulta com deficiência intelectual a praticarem atos libidinosos em si mesmas durante videochamadas de WhatsApp.
Pelo menos cinco mulheres adultas tiveram sua intimidade violada. Givanildo teria gravado, sem consentimento, videochamadas em que elas realizavam atos libidinosos. Durante a apuração, foi constatado que o homem armazenava uma grande quantidade de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
Diante da gravidade e da reiteração das condutas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi acatado pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Itumbiara.
Givanildo Teodoso da Silva foi capturado e encaminhado à unidade prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. Ele deve responder pelos artigos 217-A e 216-B do Código Penal, além dos artigos 240 e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A polícia informou que “a divulgação da imagem e nome do detido se fez necessária para a possível identificação de novas vítimas, estando, assim, respaldada na legislação vigente.”
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