Janela partidária pode redesenhar tabuleiro da Assembleia Legislativa de Goiás
12 fevereiro 2026 às 14h00

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A abertura da janela partidária para deputados estaduais, entre 6 de março e 5 de abril, deve redesenhar o tabuleiro político da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Levantamento preliminar indica que uma parte significativa dos parlamentares deve trocar de legenda nesse período. Apesar disso, os movimentos, por enquanto, são mais especulativos, tendo em vista que a alteração do cenário nacional pode impactar diretamente nesses acordos.
Por exemplo, a recente filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD ainda não provocou movimentações nos deputados da base. Essas mudanças devem ocorrer com mais constância a partir da confirmação de Caiado no comando da legenda que inclui a responsabilidade pela articulação e montagem das chapas que vão disputar o pleito em 2026.
O destino de alguns dos deputados do PL, por exemplo, vai depender do contorno das alianças estaduais. Com a expectativa de aliança entre o grupo de Caiado e Daniel Vilela (MDB) e o Partido Liberal, deputados “mais críticos à legenda” tendem a deixar o partido. É o caso do Delegado Eduardo Prado e Major Araújo.
Presidente da Casa e pré-candidato a deputado federal, Bruno Peixoto é um dos que pode deixar o União Brasil, com rumo ainda indefinido. Com ampla expectativa de votação, o parlamentar pode ter o “passe bloqueado”, embora as articulações para que ele saia estejam bem avançadas. Peixoto tem conversas avanças com o PRD.
Quem fica
Entre os deputados que até o momento indicam permanência na legenda atual estão Amilton Filho, Issy Quinan, Lineu Olímpio e Lucas do Vale, todos do MDB. Lincoln e Virmondes Cruvinel, do União Brasil, também tendem a permanecer nas atuais siglas.
Também compõe o grupo dos que ficam nos partidos que estão os deputados Antônio Gomide, Bia de Lima e Mauro Rubem, do PT. George Morais, do PDT, também tende a ficar no partido atual. Pelo PSDB, Gustavo Sebba e José Machado devem permanecer. No PSB, Karlos Cabral, único deputado da legenda, também fica. Ricardo Quirino também fica no Republicanos, mas vai disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Quem sai
Uma das migrações praticamente encaminhadas é a do deputado Amauri Ribeiro, que deve deixar o União Brasil e se filiar ao PL, mas para disputar a Câmara federal. Paulo Cezar Martins, hoje no PL, negocia desde o ano passado seu retorno para o MDB, que pode ser o destino do líder do governo na Alego, Talles Barreto.
Outro bloco concentra os deputados que negociam com mais de uma sigla. Alessandro Moreira, Anderson Teodoro, Coronel Adailton, Cristóvão Tormin, Dra. Zeli e Wagner Camargo Neto avaliam permanecer ou migrar dentro do eixo PRD–Solidariedade. Cairo Salim, atualmente no PSD, aparece como um dos nomes mais disputados, com conversas envolvendo PSD, PL e MDB.
Sem destino
No grupo dos parlamentares que ainda não definiram destino ou não sinalizaram publicamente uma decisão estão André do Premium, Charles Bento, Cristiano Galindo, Delegado Eduardo Prado, Gugu Nader, Jamil Calife, Major Araújo, Rubens Marque, e Wilde Cambão. Esses nomes devem concentrar parte relevante das articulações finais da janela, especialmente por seu potencial de reforçar bancadas estratégicas.
A definição final das migrações deve ocorrer nos últimos dias da janela, quando fatores como espaço interno nos partidos, controle de diretórios, alinhamento nacional, estratégia eleitoral para 2026 e, principalmente a formação e composição das chapas pesam mais fortemente. Até lá, o cenário permanece em aberto para parte significativa da Assembleia.
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