Israel diz que líder supremo iraniano foi alvo do ataque; paradeiro de Ali Khamenei é incerto, mas Irã afirma que ele está vivo
28 fevereiro 2026 às 15h50

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Israel afirmou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque realizado contra o território iraniano. Segundo a agência Reuters, ainda não há confirmações dos paradeiros dos dois.
Entretanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou à NBC News que, “pelo que sabe”, Khamenei está vivo. Mais cedo, fontes ouvidas pela Reuters informaram que o líder supremo não estaria em Teerã, mas não detalharam seu paradeiro. Ele não faz aparições públicas desde antes do ataque. Em junho de 2025, durante uma ofensiva que durou 12 dias, Khamenei teria sido levado para um local seguro fora do complexo oficial na capital.
A agência estatal IRNA informou que o presidente Pezeshkian está em segurança.
Quem é Ali Khamenei
Nascido em 1939, em Mashhad, no leste do Irã, Khamenei teve formação religiosa em Qom e aproximou-se do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979. Participou dos protestos contra o xá Mohammad Reza Pahlavi e, após a queda do regime, tornou-se aliado próximo de Khomeini.
Em 1981, sobreviveu a um atentado que deixou seu braço direito paralisado. No mesmo ano, foi eleito presidente do Irã, cargo que ocupou até 1989. Com a morte de Khomeini, foi escolhido pela Assembleia dos Peritos para assumir como líder supremo, após alteração constitucional que viabilizou sua nomeação.
No comando do país há mais de três décadas, Khamenei consolidou poder sobre as principais instituições do Estado e reforçou estruturas paralelas, como a Guarda Revolucionária do Irã. Seu governo é marcado por repressão a protestos internos, restrições a opositores e postura de enfrentamento ao Ocidente.
Quem é Masoud Pezeshkian
Eleito presidente em 2024 com 53,3% dos votos, Pezeshkian assumiu após a morte de Ebrahim Raisi em um acidente de helicóptero. Médico cirurgião cardíaco, exerceu cinco mandatos como parlamentar e foi ministro da Saúde entre 2001 e 2005.
Considerado reformista moderado dentro dos princípios da República Islâmica, defende a redução do isolamento internacional do país. Em 2021, teve candidatura barrada pelo Conselho dos Guardiões, órgão responsável por validar nomes nas eleições iranianas.
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