Iranianos formam corrente humana em usina para tentar conter possível ataque dos EUA
07 abril 2026 às 14h37

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Centenas de iranianos cercaram uma usina termoelétrica na província de Fars, no sudoeste do país, nesta terça-feira, 7, em um gesto simbólico de defesa diante da escalada de tensões com os Estados Unidos. A mobilização foi organizada após convocações transmitidas pela televisão estatal, que incentivaram a população a proteger infraestruturas consideradas estratégicas.
Imagens divulgadas por agências locais mostram civis com bandeiras e cartazes formando uma corrente humana ao redor da instalação, em demonstração de apoio ao governo de Teerã.
O movimento ocorre em meio ao agravamento do cenário geopolítico, impulsionado por novas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que voltou a ameaçar alvos iranianos e estabeleceu um ultimato relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo no mundo.
A convocação à população partiu de autoridades iranianas, que destacaram o caráter estratégico das usinas de energia para o país. “As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”, afirmou um representante do governo ao conclamar a participação de diferentes setores da sociedade, incluindo jovens, atletas e universitários.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reforçou o discurso de mobilização nacional e afirmou que há um grande contingente disposto a defender o país. “Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã”, disse. “Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã.”
A formação de correntes humanas já foi utilizada em outros momentos de tensão na região como forma de proteção simbólica e demonstração de unidade interna. No entanto, especialistas apontam que a estratégia também expõe civis a riscos em caso de eventual ataque militar.
Sem avanço nas tentativas de mediação internacional, o impasse entre Teerã e Washington se mantém, elevando o temor de um confronto direto e seus possíveis impactos na segurança global e no mercado de energia.
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