Irã faz ataque de retaliação em petroquímica da Árabia Saudita
07 abril 2026 às 17h51

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Em resposta a dois ataques que Israel realizou em uma das principais usinas petroquímicas do Irã. As forças iranianas promoveram retaliações contra uma petroquímica da Arábia Saudita e prometeu intensificar novos ataques. Esses eventos representam uma escalada na guerra que podem aprofundar a crise no mercado global de energia.
Soma-se a estes ataques o informe israelense que irá bombardear as linhas férreas persas e o reforço do ultimato por parte de Donald Trump, nesta terça-feira, 7, em que ele afirmou que “toda uma civilização vai morrer essa noite”. O que pode ser considerado crime de guerra, já que a população do Irã ultrpassa 90 milhões de pessoas.
A Guarda Revolucionária do Irã disse que até o momento, eles tem se contido nos ataques por um questão de boa vizinhança. Mas, que a partir de agora, isso será ignorado e os ataques intensificados.
Ataques de EUA-Israel e retaliação
O complexo petroquímico ataque no Irã foi o de Shiraz, muito importante para a produção de fertilizantes, utilizados na agricultura. Israel alegou que que o local era fabricava ácido nítrico para produção de bombas.
A outra usina bombardeada fica na província de Bushehr, no sul do país, informações oficiais persas afirmam ainda estarem avaliando os danos. Fontes anônimas informaram à Reuters que os Estados Unidos teriam atacado a ilha de Kang, responsável por concentrar cerca de 98% das exportações de petróleo do país. As ações, no entanto, ainda não foram confirmadas por fontes oficiais.
Em resposta, o Irã afirmou ter atacado o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita, um dos maiores do mundo. Um comunicado da Guarda Revolucionária do Irã declarou que a ação integra uma série de retaliações a ofensivas anteriores. “Vamos lidar com a infraestrutura dos Estados Unidos e de seus parceiros de tal forma que os Estados Unidos e seus aliados fiquem privados do petróleo e gás da região por anos”.
No dia 6 de abril, pelo menos 109 pessoas foram mortas no Irã, segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã (HRANA), organização associada a oposicionistas do regime iraniano.
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