Autoridades iranianas afirmam que o país já definiu o novo líder supremo que substituirá o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo a agência citada no relato, ainda existem “alguns obstáculos” a serem resolvidos antes que o nome seja anunciado oficialmente.

A escolha cabe à Assembleia de Especialistas, colegiado formado por 88 clérigos. O processo ocorre sob pressão crescente da guerra: neste domingo, as Forças de Defesa de Israel divulgaram uma mensagem em persa afirmando que podem incluir como alvo pessoas envolvidas na escolha do sucessor, em uma tentativa de intimidar o órgão responsável pela decisão.

O tema também virou foco de disputa diplomática. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, rejeitou qualquer tipo de interferência externa e afirmou que as instituições políticas do país seguem funcionando. Em entrevista à NBC, ele respondeu a declarações de Donald Trump sobre “se envolver” na sucessão e sustentou que a decisão é um assunto interno. “Cabe ao povo iraniano escolher seu novo líder. Isso é apenas assunto do povo iraniano e de mais ninguém”, disse.

Além de Khamenei, o texto afirma que outras figuras do alto escalão do governo morreram nos ataques, incluindo o ministro da Defesa. A mídia estatal iraniana também teria informado que o líder supremo foi morto no próprio escritório, enquanto exercia funções de trabalho. O relato menciona ainda mortes de familiares de Khamenei, filha, genro e neto, durante as ofensivas.

Khamenei tinha 86 anos e estava no poder havia 35 anos, com um dos períodos mais longos de liderança no cenário internacional. A expectativa agora se concentra em quando e como o nome do sucessor será revelado, e se a transição conseguirá ocorrer com estabilidade em meio à escalada militar e às pressões externas.

Leia também

EUA aprovam venda emergencial de 12 mil bombas a Israel em meio a tensão com Irã