Impasse entre Comurg e Equatorial adia retirada de mogno histórico no Centro de Goiânia
24 fevereiro 2026 às 10h05

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A retirada do mogno de quase 70 anos que fica em frente à Casa da Memória da Justiça Federal em Goiás, na Rua 20, no Setor Central de Goiânia, ainda não começou. A operação estava prevista para ter início no último sábado, 21, mas foi adiada.
Segundo apurou o Jornal Opção, a remoção da árvore esbarra em um impasse entre a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e a Equatorial Goiás quanto ao desligamento da rede elétrica na região, medida considerada necessária para a realização segura da poda e retirada da espécie.
Até o momento, não há nova data confirmada para o início dos procedimentos, uma vez que depende do planejamento e atuação conjunta entre as empresas.
Histórico e proteção ambiental
O mogno foi plantado em 1958 por estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), à época no antigo Casarão do Centro, que era a antiga Reitoria da UFG, atualmente pertence à Justiça Federal.
Cerca de três décadas depois, o exemplar foi declarado imune ao corte pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), órgão posteriormente incorporado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Em fevereiro deste ano, especialistas da UFG realizaram uma perícia técnica e emitiram laudo apontando risco de queda da árvore, com recomendação expressa para a retirada. Com base na nota técnica, o Ibama publicou ato administrativo revogando a proteção que impedia o corte.
A remoção havia sido programada para os dias 21 e 22 de fevereiro; 28 de fevereiro; e 1º, 7 e 8 de março. No entanto, os trabalhos ainda não começaram em razão do debate sobre a necessidade e a viabilidade do desligamento da energia elétrica no entorno durante a operação.
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