A ida do governador Ronaldo Caiado para o PSD pode ter sido um golpe no âmago do projeto do tucano Marconi Perillo em Goiás.

Perillo, como se sabe, trabalha em sua pré-candidatura ao Palácio das Esmeraldas e tem tentado, aos trancos e barrancos, aglutinar alguma aliança e apoio de outras legendas. No entanto, o que conseguiu até agora foram somente sinalizações de ex-mandatários lá e cá, sem nenhum apoio de qualquer sigla que não o próprio PSDB.

Há alguns meses, no entanto, após o fim da possibilidade de uma fusão com o Podemos (legenda de Renata Abreu não quis se fundir ao tucanato), Perillo teria começado a namorar a possibilidade de uma aliança com o PSD.

O cenário teria ganhado força diante da possibilidade de Vanderlan Cardoso, candidato à reeleição, ficar de fora da chapa governista ao Senado. A expectativa do tucanato seria a de que, com isso, Vanderlan fosse impelido a uma aliança com a oposição. Mas o que já era ledo engano, agora virou missão impossível.

Vanderlan já vinha dando sinais claros de que o PSD estaria com Caiado e Daniel Vilela, e agora deve oficializar isso (se ainda seguir no partido). Isso porque, com a chegada de Ronaldo Caiado, a legenda pessedista deve aderir integralmente à base governista, pondo fim à qualquer possibilidade de aliança com Marconi Perillo.

Mais uma aliança de Perillo que não nasceu e já morreu.

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