Homem armado é morto ao tentar invadir Mar-a-Lago, resort de Donald Trump na Flórida
22 fevereiro 2026 às 13h58

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O Serviço Secreto dos Estados Unidos informou neste domingo, 22, que agentes da corporação mataram a tiros um homem que tentou invadir o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, propriedade do presidente Donald Trump, em West Palm Beach.
Segundo as autoridades, o suspeito — um homem entre 20 e 30 anos, cuja identidade não foi divulgada — foi visto por volta da 1h30 da madrugada no portão norte da propriedade carregando o que aparentava ser uma espingarda e um galão de combustível. Ele teria conseguido acessar a área ao passar pelo portão enquanto outro veículo deixava o local.
De acordo com o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, o homem era natural da Carolina do Norte e havia sido dado como desaparecido pela família dias antes. A suspeita é de que ele tenha viajado rumo ao sul do país e adquirido a arma no trajeto. A caixa da espingarda foi encontrada dentro do veículo do suspeito.
Ao ser abordado por agentes federais, o homem armado foi alvejado e morreu no local. Um xerife do Condado de Palm Beach também participou da ação, segundo a agência. As autoridades trabalham agora para traçar o perfil psicológico do invasor e esclarecer sua motivação.
No momento do incidente, Trump estava em Washington, e não na Flórida. A primeira-dama Melania Trump também permanecia na Casa Branca na noite de sábado, 21.
O episódio ocorre em meio a um histórico recente de ameaças contra o presidente. Em 13 de julho de 2024, Trump foi ferido durante uma tentativa de assassinato em um comício em Butler, na Pensilvânia, quando um atirador disparou oito vezes e uma bala atingiu de raspão sua orelha antes de o suspeito ser morto por um franco-atirador do Serviço Secreto.
Meses depois, em setembro de 2024, outro homem armado foi detido nas proximidades do campo de golfe de Trump em West Palm Beach. O suspeito, Ryan Routh, foi considerado culpado e condenado à prisão perpétua neste mês.
Os Estados Unidos vêm registrando uma série de episódios de violência política nos últimos anos, incluindo assassinatos e atentados contra lideranças partidárias e autoridades estaduais. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o caso mais recente.

