O Governo de Goiás anunciou a restauração do Museu de Arte Sacra da Boa Morte, como parte do projeto Rota da Fé – Peregrinando pelas Igrejas de Goiás, coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura. A iniciativa também prevê a recuperação de outros quatro templos religiosos no município histórico.

Segundo o vice-governador Daniel Vilela, o espaço é um dos principais patrimônios culturais do estado e apresenta sinais de deterioração, o que motivou a intervenção. A proposta, de acordo com o governo, busca preservar a memória histórica e impulsionar o turismo religioso na região.

A titular da Cultura, Yara Nunes, destacou a relevância do museu para a preservação do acervo artístico e religioso goiano. O espaço reúne mais de 900 peças, incluindo obras sacras, objetos litúrgicos e itens históricos, com destaque para produções de Veiga Valle, referência na arte religiosa no Brasil.

Embora seja administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) desde 2009, o imóvel e o acervo pertencem à Diocese de Goiás. O pároco responsável, padre Augusto Cezar Pereira, ressaltou o impacto da iniciativa para a preservação da fé, da cultura e da história local.

A obra será conduzida por equipe técnica especializada e segue normas de preservação do patrimônio. O levantamento arquitetônico já foi concluído e a próxima etapa prevê o diagnóstico detalhado dos danos, que incluem infiltrações, desgaste de elementos artísticos e comprometimento estrutural.

O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1951 e pelo Estado de Goiás desde 1980.

Com investimento superior a R$ 15 milhões, o projeto também contempla a restauração das igrejas de Nossa Senhora do Rosário, em Buenolândia, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora d’Abadia e Santa Bárbara. A previsão é que as obras tenham início no segundo semestre de 2026, com execução ao longo de 2027, quando a cidade de Goiás completa 300 anos.

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