Apesar do Estado de Goiás ter registrado, ao longo de 2025, cerca de um milhão de admissões, em contrapartida, outras 980 mil pessoas foram desligadas em apenas 12 meses, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o levantamento, foram 5,7 mil novos empregos de carteira assinada gerados. Esses números refletem um desfio em reter profissionais. Para o advogado trabalhista, Edson Veras, o contrato de trabalho formal deixou de ser interessante para o empregado. “A nova realidade de vida do próprio mercado tem dado outras possibilidades para o empregado. E a questão trabalhista, o salário, por exemplo, o salário mínimo é mínimo mesmo, muitas vezes insuficiente pra atender a necessidade daquele empregado. E poucas empresas pagam mais do que o salário mínimo e quando pagam é um pouquinho a mais” comentou em entrevista ao Jornal Opção.

Com a alta rotatividade, as empresas buscam formas de tornar o ambiente de trabalho mais atrativo para os funcionários. Entre uma das estratégias adotadas estão os benefícios corporativos como o complemento à remuneração, vale-alimentação, mobilidade e programas de incentivo.

O advogado explica que considera benefício aquilo não está previsto na lei e que a empresa não é obrigada a dar. Isso acaba se tornando mais atraente aos olhos do futuro empregado. “Às vezes,uma empresa que paga um só um salário mínimo e outra que paga um salário mínimo, mais plano de saúde, esse plano de saúde normalmente é extensivo à sua família, então ele se torna muito mais atraente. No momento quando as empresas percebem que a condição de empregado também é uma condição humana, que ele tem necessidades para atender, aí muda a chave e ela consegue manter esse empregado”, opinou.

Em um mercado de trabalho mais competitivo, serão priorizadas as vagas que demonstrem maior qualidade de vida, prezando por um ambiente saudável e que reconheça o funcionário. Isso tende a reter o empregado por mais tempo evitando a alta rotatividade.

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