O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza nos dias 9 e 10 de abril um mutirão para inserção de DIU em mulheres que já se inscreveram previamente em Goiânia e Aparecida de Goiânia. A ação faz parte do Plano Estadual de Capacitação em Planejamento Reprodutivo e tenta resolver um problema que ainda é bastante comum no país: o acesso limitado a métodos contraceptivos mais eficazes.

Hoje, por exemplo, estimativas do próprio Ministério da Saúde mostram que mais da metade das gestações no Brasil não são planejadas. Isso ajuda a entender por que iniciativas como essa acabam sendo tão necessárias, principalmente dentro do SUS.

Além de atender diretamente as mulheres, o mutirão também serve como treinamento prático para profissionais da Atenção Primária. Na prática, isso significa que o atendimento não fica só nesses dois dias — a ideia é que mais unidades de saúde passem a oferecer o procedimento depois, com equipes mais preparadas.

O DIU entra nesse contexto como uma alternativa bastante segura. Ele tem eficácia acima de 99% e pode durar vários anos, o que evita aquela dependência de métodos que exigem uso contínuo, como pílulas. Mesmo assim, ainda é pouco utilizado no Brasil, principalmente por falta de oferta ou de informação.

Outro ponto importante é o impacto direto na vida das mulheres. Quando há acesso a métodos contraceptivos confiáveis, aumenta também a possibilidade de planejamento — seja para adiar uma gravidez ou decidir se e quando ela deve acontecer. Isso acaba refletindo em outras áreas, como estudo, trabalho e estabilidade financeira.

Segundo a gerente de Atenção Primária da SES, Lígia Duarte, a proposta é justamente essa: ampliar o acesso sem perder a qualidade do atendimento. A ideia, segundo ela, é que as mulheres consigam encontrar esse tipo de serviço de forma mais simples e perto de casa, e não apenas em ações pontuais.

A iniciativa é realizada em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO), o Cosems e as Secretarias Municipais de Saúde de Goiânia e Aparecida de Goiânia. No fim das contas, é um esforço conjunto para tentar reduzir uma demanda que ainda é grande no sistema público.

As vagas são limitadas e destinadas exclusivamente às mulheres que já fizeram a inscrição prévia.