Goiás é um dos estados com menor índice de trabalhadores autônomos, diz IBGE
16 novembro 2025 às 08h27

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Em Goiás, 21,5% das pessoas ocupadas trabalham de forma autônoma, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado aparece abaixo da média nacional, de 25,3%, e ocupa a 24ª posição entre as unidades da Federação com menor taxa de informalidade. No total, 1,344 milhão de goianos estão no trabalho informal.
Os dados integram a divulgação da taxa de desemprego do 3º trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), publicada nesta sexta-feira, 14, com recortes específicos sobre o mercado de trabalho e a informalidade.
Para medir a informalidade, o IBGE considera pessoas de 14 anos ou mais ocupadas como: empregados do setor privado sem carteira assinada; trabalhadores por conta própria sem CNPJ; empregadores sem CNPJ; trabalhadores domésticos sem carteira assinada; e trabalhadores familiares auxiliares.
Segundo a pesquisa, Goiás ficou à frente apenas do Distrito Federal (17,5%) e do Acre (19,3%). Os estados com maior proporção de trabalhadores informais foram Maranhão (33,1%), Pará (29,9%) e Amapá (29,1%).
Em números absolutos, as unidades federativas com maior contingente de trabalhadores na informalidade foram São Paulo (7,130 milhões), Minas Gerais (4,065 milhões) e Bahia (3,374 milhões). Os menores volumes foram registrados em Roraima (118 mil), Acre (152 mil) e Amapá (155 mil).
Taxa de desocupação
Goiás registrou uma taxa de desocupação de 4,5%, ligeiramente acima da média da Região Centro-Oeste, de 4,4%, mas ainda abaixo do índice nacional, de 5,6%. Em números absolutos, 181 mil pessoas estavam desocupadas — ou seja, fora do mercado de trabalho e buscando ocupação.
A pesquisa aponta que 34,6% das pessoas desocupadas no estado estão na faixa etária de 18 a 24 anos, e 29,6% no grupo de 25 a 39 anos.
O levantamento também mostra que as Regiões Centro-Oeste e Sul têm os maiores percentuais de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, com 63,9% e 64,0%, respectivamente. Em Goiás, a taxa é de 64,3%, com 3,892 milhões de pessoas ocupadas — índice abaixo da média regional, de 66,9%.
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