A Prefeitura de Goiânia iniciou nesta terça-feira, 3, a vacinação contra a dengue voltada aos trabalhadores das unidades de Atenção Primária à Saúde do município. Nesta primeira etapa, a imunização será feita com a vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a capital recebeu 1.640 doses do imunizante, repassadas pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. As aplicações ocorrerão nos próprios locais de trabalho dos profissionais, conduzidas pelas equipes dos distritos sanitários.

Nesta fase inicial, serão contemplados trabalhadores com idade entre 40 e 59 anos, seguindo ordem decrescente de faixa etária, conforme critérios de priorização estabelecidos pela pasta.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, afirmou que a estratégia busca proteger os profissionais que atuam diretamente no atendimento à população e integrar a vacinação às demais ações de enfrentamento da doença.

Ações de combate

A imunização ocorre paralelamente à Operação de Enfrentamento à Dengue, lançada no início de fevereiro. Segundo a prefeitura, 750 agentes de combate a endemias estão mobilizados para realizar cerca de 2,5 milhões de visitas domiciliares na capital.

A ação inclui inspeção de 1.116 imóveis considerados de risco à saúde pública. A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) também integra a força-tarefa com serviços de roçagem e poda de áreas com mato alto.

Na rede de urgência e emergência, a administração municipal informou ter distribuído 40 poltronas de hidratação, 92 escadas hospitalares e 42 suportes para soro, com a justificativa de ampliar a capacidade de atendimento no período de maior incidência da doença.

Situação epidemiológica

Dados do Boletim Epidemiológico de Arboviroses, divulgado em 25 de fevereiro, apontam que Goiânia registrou 4.139 casos confirmados de dengue nas oito primeiras semanas de 2026, além de um óbito relacionado à doença no período.

Conforme o levantamento, o sorotipo 3 responde por 75% dos casos confirmados, enquanto o sorotipo 2 representa 25%. Também foram confirmados 26 casos de chikungunya, um de zika e dois de febre amarela na capital neste ano.

Seis dos sete distritos sanitários estão classificados com risco alto para dengue: Oeste (583 casos), Leste (400), Campinas-Centro (868), Norte (279), Sul (733) e Noroeste (834). A região Sudoeste apresenta risco médio, segundo o boletim.

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