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O futuro presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o colegiado não deve ser palco de perseguição política de nenhum governo atual ou antecessor. Sobre isso, declarou que o grupo deve se debruçar apenas sobre os esquemas de corrupção que acometeram a autarquia responsável pela previdência social, de acordo com entrevista do senador ao jornal O Globo. 

O senador é apontado como um aliado próximo do presidente da república Luiz Inácio Lula (PT) no Senado Federal. A conversa de bastidores da ala bolsonarista no Congresso é que o colegiado deve se portar de forma similar à CPI da Covid, que também foi presidida pelo Aziz, e foi apontada como um mecanismo da Oposição para desgastar o governo de Jair Bolsonaro (PL). Com isso, a declaração do presidente do grupo pode frear possíveis avanços contra o Governo Lula no âmbito do grupo. 

Apesar disso, Aziz diverge da opinião bolsonarista e afirma que o colegiado não foi usado para atacar o Governo Bolsonaro. Ainda aponta que os contextos das duas comissões são diferentes e que a comparação entre elas é infundada na medida em que uma reunião foi para discutir a atuação de um Governo na pandemia Covid-19, e o outro sobre um esquema de corrupção que se desdobrou em ao menos dois governos federais.  

“Não é contra o governo Michel Temer, Dilma Rousseff, Lula e Bolsonaro. É contra pessoas que estavam dentro do governo. Não creio que um presidente da República tenha sentado para fazer acertos com qualquer sindicato de pensionistas e aposentados ou coisa parecida“, disse. 

Por fim, o parlamentar relatou ao blog de Malu Gaspar que deve se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir qual parlamentar da Casa que ficará com a relatoria do processo.  

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