Um filhote de jaguatirica fêmea, com cerca de três meses de idade, foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Goiânia após ser encontrado em estado debilitado. O animal apresentava sinais de desnutrição, desidratação, infecção e sarna, possivelmente decorrentes de contato com animais domésticos.

De acordo com a equipe técnica responsável pelo atendimento, as lesões observadas na face da jaguatirica não indicam agressão. Os ferimentos são compatíveis com estresse causado durante o transporte até o centro de triagem, situação que pode ocorrer em razão do comportamento naturalmente arisco de animais silvestres.

Após a chegada ao CETAS, o filhote foi encaminhado para atendimento veterinário e permanece internado na UTI, em uma incubadora com controle térmico. O animal também recebe oxigenação suplementar e fluidoterapia, sendo monitorado continuamente pela equipe técnica.

Segundo os veterinários, o tratamento clínico inicial pode se estender por mais de um mês, dependendo da resposta do organismo do animal. Após a estabilização, a jaguatirica passará por um processo de reabilitação. Caso apresente condições adequadas, a soltura na natureza só deverá ocorrer quando atingir a idade adulta, estimada em cerca de 20 meses.

Apesar da gravidade inicial do quadro, o filhote apresentou comportamento ativo e boa aceitação alimentar nesta sexta-feira, indicando evolução positiva no tratamento. Ainda assim, o prognóstico permanece reservado e dependerá da resposta do animal nos próximos dias.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reforça que a população não deve capturar ou tentar manejar animais silvestres. Ao encontrar um animal nessa situação, a orientação é acionar imediatamente os órgãos ambientais competentes, evitando riscos tanto para as pessoas quanto para a fauna, além da possibilidade de transmissão de zoonoses.