Uma família da Bahia foi retirada de um voo da Air France no dia 14 de janeiro, antes da decolagem, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com destino a Salvador. O caso ocorreu após um conflito envolvendo assentos na classe executiva.

Segundo os passageiros, a família havia adquirido upgrade da Premium Economy para a classe executiva em Milão, ao custo de 400 euros por pessoa. Em Paris, uma das passageiras foi informada de que retornaria à Premium Economy devido à alegação de defeito em uma poltrona da executiva.

A família tentou negociar para permanecer junta, mas a companhia informou que os assentos já estavam ocupados e que não haveria reembolso imediato. Ao embarcar, os passageiros afirmam ter constatado que o assento supostamente quebrado havia sido ocupado por outro cliente.

Durante a discussão, o comandante teria abordado a família de forma ríspida, retirado o bilhete de uma das passageiras e exigido que fossem apagadas gravações feitas no interior da aeronave. Diante da recusa, o grupo foi desembarcado com auxílio da polícia.

Após a retirada, a família afirma não ter recebido assistência da companhia aérea e foi informada de que havia perdido as passagens por causar atraso no voo. A Air France teria oferecido uma alternativa com múltiplas escalas, ao custo aproximado de 7.000 euros. Os passageiros optaram por comprar novas passagens em outra companhia, ao custo de cerca de R$ 58 mil, retornando ao Brasil no dia seguinte.

Em nota, a Air France afirmou que os passageiros apresentaram comportamento inadequado e exaltado, comprometendo a segurança do voo. A empresa declarou que o upgrade não pôde ser mantido devido à inoperância de um assento da classe executiva, que foi destinado a um cliente com bilhete originalmente adquirido nessa categoria.

A família informou que avalia medidas judiciais contra a companhia aérea.