A trajetória da arte moderna em Goiás proporciona uma nova exposição aberta ao público em Goiânia. A mostra “Um modernismo no Oeste” reúne cerca de 80 obras produzidas entre 1940 e 1979 por 25 artistas e será inaugurada na próxima quinta-feira, dia 12 de março, às 17h, na Cerrado Galeria.

Com curadoria de Divino Sobral, a exposição propõe refletir sobre os processos de consolidação da arte moderna no estado.

Logo na abertura da programação cultural de 2026 da galeria, a mostra apresenta pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e desenhos. Ao mesmo tempo, o recorte curatorial estabelece conexões entre transformações urbanas e culturais do Centro-Oeste brasileiro, evidenciando como essas mudanças influenciaram a produção artística local.

Para entender esse contexto, a exposição também dialoga com o processo histórico de modernização que marcou a criação da capital goiana. Inserida no programa “Marcha para o Oeste”, durante a Era Vargas, a fundação de Goiânia em 1933 pelo então interventor Pedro Ludovico Teixeira representou uma ruptura com as estruturas de poder da Velha República.

Posteriormente, a inauguração da cidade em 1942 consolidou um novo modelo urbano no estado. O projeto urbanístico idealizado por Attílio Corrêa Lima trouxe uma concepção moderna para o território goiano, marcada pela adoção do estilo arquitetônico art déco e pela implantação planejada da capital em meio à paisagem do cerrado.

Nesse cenário de transformação política, urbana e cultural, a produção artística também ganhou novos contornos. Por isso, a exposição reúne obras de artistas que atuaram em cidades estratégicas para o desenvolvimento cultural do estado, como Goiânia, Anápolis e Cidade de Goiás. 

O público poderá conferir trabalhos de Nazareno Confaloni, Siron Franco, Antônio Poteiro, Goiandira do Couto, Gustav Ritter, Ana Maria Pacheco e Octo Marques, além de outros criadores ligados às primeiras gerações modernistas do estado.

Além de valorizar a memória artística regional, a iniciativa também busca ampliar o acesso do público às artes visuais. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

A exposição permanecerá aberta para visitação até o dia 11 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h. Escolas e grupos interessados podem agendar visitas guiadas, e parte das obras expostas estará disponível para venda.

A mostra integra ainda o programa expositivo “Raízes Modernistas”, que marca o início da temporada cultural de 2026 da galeria. Paralelamente, na unidade da galeria em Brasília, está em cartaz a exposição “Modernismos: uma e muitas Brasílias”, com curadoria de Carlos Lin, em exibição até 18 de março na Cerrado Cultural.

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