O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi liberado na tarde desta quinta-feira, 19, após permanecer 11 horas sob custódia da polícia no Reino Unido. A prisão ocorreu no contexto de uma investigação relacionada ao caso de Jeffrey Epstein.

Andrew foi detido por volta das 8h (horário local), justamente no dia em que completou 66 anos. Segundo informações divulgadas por veículos britânicos, ele deixou a delegacia de Aylsham no banco traseiro de um veículo, sem falar com a imprensa.

De acordo com a polícia do Vale do Tâmisa, a detenção ocorreu sob suspeita de “má conduta no exercício de cargo público”. As autoridades investigam se Andrew teria repassado informações confidenciais do Reino Unido a Epstein, à época em que atuava como representante do comércio britânico.

Durante o período em que esteve sob custódia, a residência do ex-príncipe em Sandringham foi alvo de buscas. Conforme divulgado pelo jornal The Sun, outras propriedades reais em Windsor e Norfolk também foram vistoriadas.

Em comunicado oficial, a polícia confirmou que as buscas na propriedade localizada em Norfolk foram concluídas e informou que o investigado foi liberado enquanto as apurações seguem em andamento.

Familiares de Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes do esquema de exploração sexual liderado por Epstein, comentaram a prisão em entrevista à NBC News. Segundo eles, a detenção representa um momento simbólico de Justiça.

Virginia acusou Andrew, em 2021, de abuso sexual quando tinha 17 anos. O caso ganhou repercussão internacional e resultou em um acordo judicial entre as partes, sem admissão formal de culpa.

As investigações sobre a suposta má conduta continuam sob responsabilidade da polícia britânica.

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