EUA enviam porta-aviões nuclear para exercícios com países da América Latina, incluindo o Brasil
01 abril 2026 às 17h48

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A Marinha dos Estados Unidos enviará o porta-aviões nuclear USS Nimitz para participar de exercícios navais com o Brasil e outros países da América Latina, no âmbito da operação Southern Seas 2026.
A missão é coordenada pela 4ª Frota dos EUA e inclui também o destróier de mísseis guiados USS Gridley. Ao todo, as atividades envolvem forças navais de dez países: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai.
As manobras incluem exercícios conjuntos no mar, intercâmbio técnico entre tripulações e visitas portuárias previstas no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica. Esta é a 11ª edição da operação desde 2007.
O USS Nimitz, em operação desde 1975, é o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em atividade. A missão na América Latina marca uma de suas últimas operações antes da desativação, prevista para 2027.
O navio lidera um grupo de ataque que inclui aeronaves de combate, guerra eletrônica, transporte e helicópteros, consolidando sua capacidade de projeção militar em larga escala.
Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, a operação tem como foco fortalecer a interoperabilidade entre as marinhas da região, ampliar a cooperação e reforçar a segurança marítima no hemisfério.
A estratégia inclui exercícios de passagem (PASSEX), operações combinadas e a possibilidade de autoridades estrangeiras acompanharem de perto o funcionamento de um grupo de ataque de porta-aviões.
O envio do Nimitz ocorre em meio ao aumento da presença militar dos EUA na América Latina, com o deslocamento recente de outros ativos estratégicos para a região.
Segundo autoridades norte-americanas, as ações estão associadas ao combate ao narcotráfico e à segurança marítima. Analistas, porém, apontam que o movimento também reforça a influência geopolítica dos Estados Unidos no continente.
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