Estudos indicam que oxigênio da Terra pode se esgotar ; entenda
12 abril 2026 às 09h38

COMPARTILHAR
Pesquisas científicas apontam que o oxigênio da Terra não é um recurso permanente, mas sim resultado de um equilíbrio delicado entre processos naturais. Apesar do alerta, especialistas indicam que uma eventual redução significativa só ocorreria em escalas de bilhões de anos.
O oxigênio atmosférico é produzido principalmente pela fotossíntese, realizada por plantas e micro-organismos, e consumido por processos como respiração, decomposição e reações químicas. Esse balanço mantém as condições necessárias para a vida complexa no planeta.
Modelos baseados em astrobiologia e geociências indicam que mudanças graduais na atividade do Sol podem alterar esse equilíbrio ao longo do tempo. Com o aumento da luminosidade solar, o dióxido de carbono tende a ser removido da atmosfera mais rapidamente, reduzindo a eficiência da fotossíntese e, consequentemente, a produção de oxigênio.
Além disso, fenômenos como atividade vulcânica e movimentação das placas tectônicas liberam gases que reagem com o oxigênio, contribuindo para sua diminuição. Esse conjunto de fatores pode levar, no futuro distante, a uma atmosfera com níveis muito mais baixos de O₂.
Apesar das projeções, cientistas estimam que esse cenário extremo só deve ocorrer daqui a cerca de um bilhão de anos. Há ainda incertezas sobre a velocidade dessas transformações, já que fatores como a evolução da vida e mudanças nos ecossistemas podem alterar o ritmo do processo.
No curto e médio prazo, o equilíbrio do oxigênio continua estável.
Leia também

