Estatais federais registram déficit recorde de R$ 6,3 bilhões no ano, aponta BC
13 janeiro 2026 às 16h32

COMPARTILHAR
As estatais federais acumularam um rombo recorde de R$ 6,3 bilhões entre janeiro e novembro deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado negativo é o maior já registrado para o período desde o início da série histórica revisada, em 2009.
A metodologia adotada pelo Banco Central desconsidera grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras, que operam sob regras diferenciadas e se assemelham a companhias privadas de capital aberto. Por isso, elas não entram no cálculo do indicador.
De acordo com o governo federal, parte do aumento do déficit das estatais é explicada pela elevação dos investimentos realizados ao longo do ano. No entanto, o desempenho financeiro de empresas em dificuldade, como os Correios, contribuiu para agravar o resultado negativo no acumulado de 2025.
Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado as estatais federais haviam registrado déficit de R$ 6 bilhões. Já em igual intervalo de 2023, o saldo negativo foi de apenas R$ 343 milhões.
Em contrapartida, os anos de 2022 e 2021 apresentaram superávits de R$ 4,5 bilhões e R$ 3,2 bilhões, respectivamente. A situação financeira dos Correios tem peso relevante no resultado das estatais federais.
O presidente da empresa Emmanoel Rondon afirmou que a companhia precisará de mais R$ 8 bilhões em 2026 para enfrentar a crise financeira. Durante a apresentação do plano de reestruturação, Rondon explicou que a forma de captação desses recursos ainda está em análise.
As alternativas incluem aportes do Tesouro Nacional ou a contratação de novos empréstimos. Na semana passada, os Correios já contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras para quitar dívidas e reforçar o caixa.
Inicialmente, a estatal pretendia captar R$ 20 bilhões, mas a operação não foi autorizada pelo Tesouro Nacional devido à taxa de juros elevada proposta na negociação.
Leia também:

