Atraso no diagnóstico e erro médico resultam na morte de jovem de 22 anos
06 abril 2026 às 18h33

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O estudante britânico Zac Summers-Cameron, de 22 anos, morreu após meses enfrentando um câncer de testículo que inicialmente foi diagnosticado como uma infecção comum. Segundo a família, o jovem procurou atendimento médico ao apresentar dores e inchaço na região íntima, além de desconforto abdominal.
Na ocasião, foi orientado a voltar para casa com indicação de um quadro infeccioso simples. Com a persistência e agravamento dos sintomas, exames posteriores confirmaram o diagnóstico de câncer de testículo em setembro de 2024.
Quando a doença foi identificada corretamente, já estava em estágio avançado, o que dificultou o tratamento. Zac passou por quimioterapia intensiva e transplantes de células-tronco, mas não resistiu e morreu em novembro de 2025.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de testículo é o mais comum entre homens jovens, especialmente entre 15 e 50 anos, apesar de ser considerado raro no geral. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com condições inflamatórias, como a orquiepididimite, o que pode atrasar o diagnóstico.
Entre os principais sinais da doença estão caroço ou aumento de volume no testículo, sensação de peso na bolsa escrotal, dor persistente e inchaço. Especialistas recomendam que qualquer alteração que dure mais de alguns dias seja avaliada por um médico.
Apesar de apresentar altas taxas de cura quando identificado precocemente, o câncer de testículo pode evoluir de forma grave em casos de diagnóstico tardio. O caso reforça a importância da investigação clínica detalhada e da busca por uma segunda avaliação médica diante de sintomas persistentes.
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