Empresário acaba preso por descumprir medida protetiva e importunação sexual
08 abril 2026 às 16h53

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O empresário do ramo de artes marciais, André Nunes Tavares, foi preso preventivamente após descumprir medida protetiva e perseguir a ex-companheira em Vianópolis, no interior de Goiás. A prisão foi cumprida pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 6, durante operação que também incluiu mandado de busca domiciliar.
De acordo com as investigações, o homem passou a adotar comportamento reiterado de intimidação contra a vítima após o fim do relacionamento. Entre as condutas registradas estão ameaças e a possibilidade de divulgação de conteúdos íntimos, o que levou a Justiça a determinar medidas protetivas de urgência, incluindo a proibição de aproximação.
Mesmo ciente das restrições impostas, o investigado voltou a violar a ordem judicial. Segundo a polícia, ele enviou um vídeo de conteúdo pornográfico a um familiar da ex-companheira, o que agravou a situação e motivou o pedido de prisão preventiva.
As investigações também apontam que o empresário possui histórico de comportamentos semelhantes, com registros anteriores e condenações já transitadas em julgado por crimes da mesma natureza. Para a autoridade policial, o padrão de conduta indica risco à ordem pública e à integridade de possíveis vítimas.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva e pela realização de buscas no imóvel do investigado. O pedido foi acatado pelo Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público, e cumprido sem intercorrências.
A Polícia Civil também autorizou a divulgação da identidade e da imagem do investigado, com base na legislação vigente, considerando o interesse público do caso. A medida tem como objetivo facilitar a identificação de outras possíveis vítimas e testemunhas, além de ampliar a coleta de informações sobre eventuais novos crimes.
Segundo a polícia, outras pessoas já procuraram a delegacia relatando situações semelhantes envolvendo o investigado, o que reforça a suspeita de que as condutas possam ter atingido mais vítimas além da ex-companheira.
O homem permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem em andamento.
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