Durante agenda em Goiânia, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), defendeu a formação de uma federação entre PT e PSOL. Ele reforçou a necessidade de unidade do campo progressista para as eleições de 2026. Segundo Boulos, o momento exige que as diferenças internas sejam colocadas em segundo plano para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e derrotar a extrema direita no país.

“O Brasil precisa de uma esquerda unida, do campo progressista falando a mesma língua”, disse Boulos, em entrevista coletiva. “É natural ter diferenças, e isso até é positivo, mas agora é hora de caminhar todo mundo junto para reeleger o Lula e derrotar o bolsonarismo”, acrescentou. O ministro afirmou defender a federação entre PT e PSOL em todo o país, inclusive em Goiás.

Ao comentar o cenário estadual, ele negou que o presidente Lula esteja articulando alianças fora do campo progressista, como uma eventual aproximação com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Segundo o ministro, a prioridade é construir uma candidatura majoritária ao governo de Goiás alinhada ao Palácio do Planalto. “A articulação é para ter uma candidatura do nosso campo progressista, que defenda o governo e a pauta do presidente”, destacou.

Questionado sobre possíveis nomes da esquerda para a disputa ao governo estadual, Boulos afirmou que o debate ainda está em curso entre os partidos goianos de esquerda e evitou antecipar definições. Segundo ele, o presidente não deve participar, neste momento, de articulações eleitorais em Goiás, porque está focado na gestão federal.

Chapa de esquerda

Mais cedo, no evento, a deputada federal e presidente estadual do PT, Adriana Accorsi, reafirmou que a sigla terá candidatura própria ao Governo de Goiás nas próximas eleições. Ela ressaltou que as negociações estão em andamento e que a definição está próxima. “Se eu tivesse essa resposta agora, estava tudo resolvido”, disse a parlamentar.

A deputada destacou que a prioridade do PT é garantir um palanque em Goiás para defender a reeleição de Lula e as pautas do campo progressista. “É imprescindível ter uma candidatura do nosso campo. Nós não vamos apoiar nenhum desses candidatos que estão colocados aí.

Teremos nosso candidato ou candidata para defender as nossas causas”, pontuou.

Articulações

Ao mesmo tempo em que o PT busca definir o nome para a chapa majoritária, a presidente estadual do PSOL, Cíntia Dias, ressaltou o interesse em uma federação com o PT. Ela também colocou o próprio nome à disposição, mas afirmou que a decisão caberá ao conjunto dos aliados.