Dupla é presa suspeita de atear fogo na casa de investigado por matar adolescente em Britânia
22 janeiro 2026 às 11h47

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Dois homens foram presos, na noite desta quarta-feira, 21, suspeitos de atear fogo na casa do homem investigado por matar a adolescente Beatryz Emelly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, em Britânia, na região do Vale do Araguaia. Segundo a Polícia Militar (PM), os suspeitos teriam comprado gasolina para praticar o crime.
De acordo com o Major Eliel Paiva, do 56º Batalhão da Polícia Militar, os suspeitos invadiram à residência pelos fundos, mesmo com os policiais realizando a proteção da casa pela frente devido à comoção que a morte da adolescente causou na cidade. Em entrevista aos militares, um dos homens criou uma falsa justificativa para cometer o crime.
“O primeiro tentou criar um álibi, que tinha uma dívida com o suspeito de matar a menina, mas, durante a entrevista, ele acaba confessando que era por causa do fato, supôs que houve crime sexual naquele contexto, e tentou justificar. Um erro querendo justificar o outro”, explica.
Ainda segundo o policial, um dos homens presos ainda resistiu à prisão e precisou ser imobilizado. O segundo suspeito foi encontrado nas proximidades da residência. Imagens obtidas pela polícia mostram o momento em que um dos suspeitos vai até o posto de combustível e compra o líquido inflamável.
“Eles trouxeram uma garrafa de gasolina e atearam fogo, que causou um dano até que considerava um dos cômodos. Nós impedimos esse incêndio, para que não se propagasse pela casa, bem como não passasse para os vizinhos. E, assim, repudiamos essa ação, que foi completamente isolada, de pessoas que têm um caráter negativo, inclusive, esse autor, ele tem passagem pela Polícia Militar por lesão corporal, e estava em liberdade condicional. A gente percebe que são pessoas oportunistas, que nesse álibi de querer incendiar. Também acredito eu, pela experiência policial, que também estava tentando furtar alguma coisa”, destaca.
A residência era alugada e trouxe um prejuízo para o proprietário do imóvel. Os dois foram detidos pelo crime de incêndios e foram encaminhados para o presídio.
Caso Beatryz
A casa incendiada era o local onde o corpo da adolescente foi localizado nos fundos da casa do suspeito. À Polícia Militar, o homem afirmou que teria matado a vítima depois dela descumprir uma ordem para organizar materiais e documentos e, ao responder de forma considerada agressiva, ele decidiu cometer o homicídio. “É uma motivação rasa, muito breve e totalmente desproporcional à gravidade do crime”, pontuou. O corpo da jovem de encontra do Instituto Médico Legal de Cidade de Goiás, que atende a região.
Ainda em depoimento, o homem disse que a esposa teria supostamente participado diretamente da ação criminosa. A mulher não estava no local no momento da confissão, mas, segundo a Polícia Militar, ela foi localizada horas depois na cidade de Jussara, que fica a 101 km de Britânia. Há ainda a suspeita de que a filha do casal teria ajudado da fuga da mãe, por meio de um Fiat Mobi, branco. A Informação foi repassada à Polícia Civil.
O homem permanece preso e à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve aprofundar as apurações sobre a dinâmica do crime e a eventual participação de outras pessoas.
O corpo da adolescente Beatryz Emelly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, foi localizado e retirado na tarde desta quarta-feira, 22 no município de Britânia, no noroeste goiano. A confirmação foi feita após perícia realizada no imóvel do principal suspeito, que confessou o crime à polícia.
a cidade de Britânia, um homicídio de extrema violência ocorrido recentemente causou grande comoção social. Na noite desta data, dois indivíduos atearam fogo na residência onde o referido crime havia acontecido, agravando ainda mais a situação e gerando risco à ordem pública.
A Polícia Militar, ao tomar conhecimento dos fatos, realizou pronta intervenção, obtendo êxito na localização e prisão dos autores. Os dois indivíduos foram detidos e encaminhados à autoridade competente, permanecendo à disposição da Justiça para as providências legais cabíveis.
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