Dívida dos estados deve ser primeira votação da Câmara em agosto, diz Maia
20 julho 2016 às 08h44

COMPARTILHAR
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) discute nesta semana, as pautas que entram em votação com o retorno dos trabalhos da Câmara em agosto

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje na última terça-feira (19/7) que, na primeira semana de agosto, as votações deverão ser realizadas na segunda (1º), na terça e na quarta-feiras, e o primeiro item a ser votado deverá ser o projeto de lei que trata da renegociação das dívidas dos estados com a União, porque não tem problema com o trancamento da pauta por medidas provisórias.
Existem cinco MPs que devem entrar na pauta já trancando as votações após serem lidas em plenário, das quais duas estão com o prazo de votações vencendo e devem caducar sem serem apreciadas.
Nesta terça-feira, Maia se reuniu com alguns líderes partidários para tratar da pauta de votações e nesta quarta-feira (20) deverá continuar conversando com as outras lideranças sobre as votações e a agenda de trabalhos da Casa, que ele pretende estabelecer em três dias por semana no plenário. Esse esquema é para permitir que para que os deputados possam participar dos últimos dias de convenções municipais para escolha dos candidatos a prefeito e vereadores.
Em relação à mudança na prorrogação, com a redução do prazo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), Rodrigo Maia informou haver um entendimento dos líderes de que a prorrogação não deveria ser tão longa como estava. “Acho que ela já cumpriu seu papel e tem mais algum prazo para encerrar seus trabalhos e apresentar seu relatório”, justificou sobre a redução da prorrogação.
Rodrigo Maia disse hoje ao primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), que é contra a construção de novo anexo na Casa, – o quinto – em meio à crise que o Brasil vive. Segundo Maia, a construção pode se dar em outro momento, de crescimento econômico, e a Câmara não deve utilizar agora recursos públicos para essa obra.