Conheça a “Cicada”, nova variante da Covid-19 que já circula em 23 países
07 abril 2026 às 07h52

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Uma nova subvariante da Covid-19 tem chamado atenção dos cientistas e já circula fora do Brasil. A chamada “Cicada”, a BA.3.2 foi identificada em ao menos 23 países e se destaca pelo elevado número de mutações.
Apesar disso, dados iniciais indicam que a linhagem não está associada ao aumento de casos graves ou de hospitalizações, mantendo o padrão observado nas subvariantes mais recentes da Ômicron.
Vale destacar que a BA.3.2 não é uma nova variante, o que significa que ela faz parte de um processo contínuo de evolução de vírus, que acumula mutações para se manter em circulação.
Desde a chegada da Ômicron, o vírus deixou de apresentar grandes “saltos” entre variantes – como ocorreu entre Alfa, Delta e a própria Ômicron – e passou a evoluir por meio de sublinhagens.
Isso segue uma lógica adaptativa: à medida que a população desenvolve imunidade, o vírus sofre mutações que permitem escapar parcialmente dessa proteção e continuar se espalhando.
Diferencial
O principal diferencial da “Cicada” está na proteína Skipe, que é a estrutura utilizada pelo vírus para se conectar às células humanas. Ela tem cerca de 75 mutações nessa proteína – número considerado elevado. Isso pode impactar na forma como o sistema imunológico reconhece o vírus, o que favorece o chamado “escape de anticorpos”.
Na prática, isso significa que pode ter alta no risco de infecção mesmo em pessoas vacinadas ou previamente infectadas, sem necessariamente significar quadros mais graves.
Não há diferença, até o momento, sobre manifestação de novos sintomas, que seguem sendo os mais comuns: febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. A vacina continua sendo a forma mais eficaz contra as formas graves da doença.

