Entenda como usar o ar-condicionado sem estourar a conta de luz
18 janeiro 2026 às 16h22

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O ar-condicionado pode responder por até 40% do consumo de energia em residências durante os meses mais quentes, dependendo do modelo, da potência e do tempo de uso. Ainda assim, o equipamento não precisa ser um vilão na conta de luz. Com escolhas adequadas e uso consciente, é possível reduzir o impacto no orçamento doméstico.
Em entrevista à Agência Brasil, o especialista em pesquisa e desenvolvimento da Gree, Romenig Magalhães, explicou que a tecnologia do aparelho faz diferença direta no consumo. Segundo ele, modelos com sistema inverter conseguem operar de forma mais eficiente, ajustando a velocidade do compressor de maneira contínua, sem os picos de energia causados pelo liga-desliga dos aparelhos convencionais. Essa tecnologia pode gerar economia de até 40% no gasto de energia em períodos de calor intenso.
O consumo também varia conforme a potência do equipamento, medida em BTUs, e o tempo de funcionamento. Um ar-condicionado residencial entre nove mil e 12 mil BTUs pode consumir de 15 a 45 quilowatts-hora (kWh) por mês em uso moderado. Modelos mais antigos, sem inverter, tendem a ultrapassar esses valores, especialmente quando o sistema elétrico opera em bandeira tarifária vermelha.
Outro ponto destacado é a atenção ao selo de eficiência energética do Inmetro. Aparelhos classificados com selo A apresentam menor consumo e ajudam a reduzir o valor final da fatura de energia.
Além da escolha do equipamento, hábitos simples influenciam diretamente na eficiência. Manter portas e janelas fechadas durante o uso, evitar incidência direta do sol no ambiente e utilizar cortinas ou persianas contribuem para preservar a temperatura interna. A manutenção também é fundamental: filtros sujos e falta de revisão reduzem o rendimento e aumentam o gasto energético.
A regulagem da temperatura é outro fator decisivo. De acordo com o especialista, manter o ar-condicionado entre 23 °C e 25 °C garante conforto térmico, menor consumo e benefícios à saúde. Temperaturas muito baixas, entre 16 °C e 20 °C, elevam significativamente o consumo, ressecam o ar e podem causar desconforto.
Por fim, o uso da função “sono” é apontado como uma estratégia eficiente para o período noturno. Nesse modo, o aparelho ajusta gradualmente a temperatura ao longo da noite, reduzindo o consumo sem comprometer o conforto. O resultado é um ambiente agradável ao acordar e menor impacto na conta de energia.
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