Comissão do Senado acompanha investigações do Banco Master sem instalar CPI
04 fevereiro 2026 às 08h19

COMPARTILHAR
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal instala nesta quarta-feira, 4, um grupo de trabalho para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master. A iniciativa partiu do presidente da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
O grupo funcionará como um instrumento semelhante a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), permitindo a condução de apurações sem a necessidade de instalação formal de um colegiado investigativo.
O foco será o acompanhamento das investigações conduzidas pelo Banco Central, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União.
O colegiado poderá promover audiências públicas, ouvir especialistas e autoridades, convocar gestores para prestar esclarecimentos, solicitar documentos e realizar diligências, com apoio técnico das consultorias do Senado. Ao final dos trabalhos, será elaborado um parecer com análises, recomendações e, eventualmente, propostas legislativas para reforçar a fiscalização do sistema financeiro.
O grupo de trabalho será composto pelos senadores:
- Damares Alves (Republicanos-DF);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Esperidião Amin (PP-SC);
- Fernando Farias (MDB-AL);
- Leila Barros (PDT-DF);
- Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Paralelamente, a oposição pressiona pela criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam já ter reunido 280 assinaturas, sendo 238 deputados e 42 senadores.
Para que a CPMI seja instalada, o requerimento precisa ser lido em sessão conjunta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No entanto, o regimento não estabelece prazo para essa formalização. O pedido prevê uma comissão com 30 integrantes — 15 senadores e 15 deputados — e duração inicial de 180 dias, prorrogável.

