Com 91 mil casos e 100 mortes, Goiás é o quarto Estado com mais ocorrências de dengue no país
26 novembro 2025 às 15h50

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O número de casos de dengue em Goiás permanece entre os mais altos do país, apesar da expressiva redução em relação ao ano passado. Dados do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) indicam que, até outubro de 2025, o Estado registrou 91.301 casos. A queda no comparativo com 2024 é de 65%, quando forma confirmados 317,8 mil casos.
Ainda assim, Goiás ocupa a quarta posição nacional em número de ocorrências, com 5,9% do total de casos prováveis. À frente estão São Paulo (55%), Minas Gerais (9,8%) e Paraná (6,6%). Em seguida aparece o Rio Grande do Sul, com 5,2%.
De acordo com o balanço, o Brasil contabilizou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue até outubro deste ano, o que representa queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar da melhora, a doença provocou 100 mortes confirmadas em Goiás em 2025, contra 452 óbitos no ano anterior.
As cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis concentram o maior número de casos e também lideram o índice de mortes pela doença no Estado.
Transmissão e fatores de risco
A dengue é uma arbovirose causada por quatro tipos diferentes do vírus — DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que costuma agir no início da manhã e no final da tarde.
O mosquito se reproduz em locais com água parada, como vasos, caixas d’água, pneus, calhas e recipientes domésticos. Por viver dentro e ao redor das residências, o combate depende de ações contínuas de limpeza e prevenção.
A infecção confere imunidade permanente apenas ao tipo viral contraído, o que significa que uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez. Grupos mais vulneráveis incluem crianças, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas como diabetes e hipertensão.
Anvisa conclui estudo técnico para primeira vacina nacional contra a dengue
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou, nesta quarta-feira, 26, parecer favorável quanto à segurança e à eficácia da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, que será o primeiro imunizante totalmente produzido no Brasil. A conclusão dessa etapa permitirá que o Ministério da Saúde inclua o imunizante no Programa Nacional de Imunizações (PNI), com disponibilização exclusiva pelo SUS. A expectativa é que a vacina seja ofertada a partir de 2026, conforme a capacidade produtiva estabelecida em parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a produção nacional permitirá ao país “definir uma estratégia para todo o território, com vacina 100% brasileira”. Segundo Padilha, o acordo internacional é determinante para garantir escala industrial: “Sozinho, o Butantan não teria capacidade de entregar grandes quantidades. A parceria torna isso possível e permitirá que, já no ano que vem, a vacina esteja integrada ao PNI”.
A pasta investe mais de R$ 10 bilhões por ano no Instituto Butantan e destinou R$ 1,2 bilhão para expansão da estrutura voltada à produção da vacina contra a dengue, no âmbito do Novo PAC Saúde. O Brasil foi também o primeiro país do mundo a oferecer vacina contra a dengue no sistema público. Atualmente, 2,7 mil municípios recebem doses importadas, e 7,4 milhões de aplicações já foram realizadas no público prioritário. Para 2025, estão garantidas 9 milhões de doses da vacina atualmente utilizada, aplicadas em duas doses em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Outras 9 milhões estão previstas para 2027.
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