O cantor goiano Amado Batista foi incluído na lista suja de trabalho escravo, conforme atualização realizada pelo governo federal nesta segunda-feira, 6. Ao todo, 169 novos empregadores foram inseridos no cadastro, que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização.

De acordo com o governo federal, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e trabalho análogo à escravidão.

Segundo o Ministério do Trabalho, o fato envolvendo a fazenda de Amado Batista ocorreu em 2024 e foram 14 trabalhadores resgatados de uma fazenda do cantor que fica em Goianápolis, na Grande Goiânia. Eles atuavam em uma plantação de milho existente no local.

Por meio de nota encaminhada ao Jornal Opção, a assessoria de imprensa do cantor disse que informação de resgate “é completamente falsa e inverídica” e que “não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente”.

Além disso, ainda conforme o texto, “ocorreu uma fiscalização em uma fazenda ‘arrendada’ pelo senhor Amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.”

“O fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas. Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação”, finalizou o texto.

A lista suja é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, sempre em abril e outubro, com intuito de dar visibilidade aos resultados das fiscalizações do governo ao combate ao trabalho escravo.

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