O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que pretende deixar o comando do Ministério da Educação (MEC) após a conclusão e apresentação do balanço das ações da pasta referentes a 2025.

Segundo o ministro, a saída será debatida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois da consolidação dos principais resultados, dentro de um processo planejado de transição. De acordo com Camilo Santana, o balanço do MEC deve ser apresentado até março.

A partir desse período, ele pretende se dedicar integralmente à agenda eleitoral de 2026. O levantamento, segundo o ministro, tem como objetivo organizar e apresentar os resultados do trabalho desenvolvido ao longo do ano.

“Estamos fazendo um balanço de 2025 das ações do MEC. No país e no Ceará não podemos retroceder”, afirmou em declaração literal aos jornalistas. O ministro já manifestou apoio público à reeleição do presidente Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).

Além disso, atua para viabilizar sua própria candidatura ao Senado nas eleições de 2026, o que explica a necessidade de se afastar do cargo dentro do prazo legal. Camilo Santana também destacou o volume de investimentos destinados ao Ceará durante o atual governo, afirmando que o estado vive o maior ciclo de investimentos estruturantes de sua história.

Na avaliação do ministro, esse cenário reforça a importância da continuidade do projeto político em curso. Ainda está prevista uma reunião com o presidente Lula para alinhar a apresentação do balanço de sua gestão à frente do MEC e definir os detalhes do planejamento político de sua saída.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que a movimentação integra a reorganização do governo diante da antecipação das articulações eleitorais para 2026.