Caiado critica desgaste do governo federal e defende modelo de Goiás como alternativa para o Brasil
11 fevereiro 2026 às 12h36

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que o Brasil vive um momento de desgaste político e que a população demonstra desejo por mudança após duas décadas sob o mesmo grupo no poder. As declarações foram dadas durante evento oficial em Goiânia, onde o governador também comentou cenário eleitoral nacional e articulações políticas em curso.
Segundo Caiado, o atual governo federal enfrenta um processo de “cansaço e fadiga”, resultado de cerca de 20 anos de protagonismo político no comando do país. Sem citar diretamente partidos, o governador fez críticas indiretas à gestão do presidente Lula, ao afirmar que a sociedade brasileira busca novas referências administrativas.
“Já são 20 anos que eles estão no poder no Brasil e a população já quer uma mudança. A sociedade quer ver se aquilo que foi implantado em Goiás pode ser implantado no Brasil”, afirmou.
Ao comentar pesquisas eleitorais que apontam empate técnico entre ele e o presidente Lula em um eventual segundo turno, Caiado disse que o cenário ainda é preliminar e que o debate eleitoral deve se intensificar nos próximos meses, com a proximidade das convenções partidárias.
“A campanha eleitoral vai pegar fogo mesmo a partir do meio do ano, com a proximidade das convenções. Hoje, o que nos deixa otimistas é perceber esse desgaste do atual governo”, disse.
Comparação entre Goiás e o cenário nacional
Durante o discurso, Caiado voltou a comparar indicadores de Goiás com os dados nacionais, defendendo que o estado se tornou um modelo de gestão pública. Ele citou avanços em áreas como equilíbrio fiscal, segurança pública, educação, transparência e digitalização de serviços.
“O Estado de Goiás hoje tem equilíbrio fiscal, a melhor segurança, a melhor educação, alto grau de transparência e é referência em serviços digitais e inteligência artificial”, destacou.
Em contrapartida, o governador fez críticas ao cenário nacional, mencionando rankings internacionais que colocam o Brasil em posições negativas no combate à corrupção.
“O Brasil hoje aparece entre os países com pior colocação quando se calcula o nível de corrupção. Esses são patamares que nós conseguimos excluir Goiás”, afirmou.
Articulação política e diálogo com lideranças
Caiado também comentou sobre reuniões recentes com lideranças políticas, incluindo o senador Vanderlan Cardoso, e reforçou que sua estratégia política é baseada no diálogo e na construção de consensos.
“Eu nunca trabalhei na tese de ruptura ou dissidência. Sempre trabalho para conciliar e construir uma política de resultados”, disse.
Segundo o governador, o alto índice de aprovação de sua gestão, que ultrapassa 80%, reforça a necessidade de ampliar o diálogo com diferentes lideranças do estado.
“Cabe a mim buscar as lideranças e mostrar o rumo que conseguimos dar a Goiás”, completou.
Pré-candidatura e disputa interna
Ao falar sobre o cenário nacional, Caiado reconheceu que se coloca como pré-candidato à Presidência da República, mas destacou que há outros nomes competitivos no campo político que representa.
“Eu me coloquei como pré-candidato ao diálogo, não impondo uma posição. Disputo espaço com dois grandes colegas, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite”, afirmou.
Para Caiado, o debate interno deve ocorrer de forma democrática, com foco na construção de um projeto nacional baseado em resultados administrativos.

