O levantamento Viagem Segura, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), aponta que a BR-153 foi a rodovia federal mais perigosa de Goiás em 2025. Ao longo do ano, a via registrou 91 mortes e 973 acidentes.

No total, as rodovias federais que cortam o estado contabilizaram 3.196 acidentes, com 308 óbitos — o que representa uma média aproximada de 10 mortes a cada 100 ocorrências. Além disso, 3.557 pessoas ficaram feridas, entre casos leves e graves.

O estudo consolida dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre acidentes ocorridos exclusivamente em rodovias federais e integra essas informações ao panorama de infraestrutura da Pesquisa CNT de Rodovias 2025. Além disso, a análise observa as metas do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

Em âmbito nacional, foram registrados 72.476 acidentes nas rodovias federais em 2025, com 6.040 mortes e 83.490 pessoas feridas.

No ranking nacional, Goiás aparece na 8ª posição tanto em número de acidentes quanto em mortes em rodovias federais.

Em mortes, o Estado fica atrás de Minas Gerais (764), Paraná (592), Bahia (583), Santa Catarina (434), Pernambuco (336), Rio de Janeiro (330) e Rio Grande do Sul (327). Enquanto isso, no ranking de acidentes, antecede Minas Gerais (9.559), Santa Catarina (8.184), Paraná (7.616), Rio de Janeiro (6.420), Rio Grande do Sul (4.899), São Paulo (4.681) e Bahia (4.106).

Entre as principais causas de mortes em Goiás está a ausência de reação do condutor, responsável por 61 ocorrências (19,8% do total no estado). Já a reação tardia ou ineficiente do motorista é a causa mais frequente de acidentes, com 518 registros (16,2% do total).

No estado, a BR-153 é conhecida como “rodovia da morte”. A via corta Goiás de norte a sul e concentra fluxo intenso de veículos de carga e passeio, contribuindo para o elevado número de ocorrências. O trecho que percorre Goiás é administrado por duas empresas diferentes, a Triunfo Concebra (que deve deixar gestão em março) e a Ecovias do Araguaia.

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