Para o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e pré-candidato ao Senado Federal, Gustavo Mendanha, o PL em Goiás assume uma postura errônea ao rejeitar o diálogo com outras lideranças. Ele afirma que o próprio bolsonarismo no estado não dá brechas para o diálogo e revela ter sido “execrado”, juntamente com sua esposa, durante a passagem dela pelo partido do ex-presidente da República.

“Sou, de fato, um político de direita. Sou alguém que tem princípios e valores, mas infelizmente acho que o bolsonarismo em Goiás não está muito aberto ao diálogo […].Tanto eu quanto a Mayara fomos execrados. E eu lamento muito. Gostaria muito que tivesse havido maturidade para dialogar, para somar forças e não deixar a esquerda, que tem nos feito sofrer tanto, continuar prevalecendo na política”, disse, em entrevista ao Jornal Opção.

Mendanha afirmou ainda que Jair Bolsonaro “perde muito em ter aqui poucos atores e não dialogar com outros”. Para o ex-prefeito de Aparecida, o presidente estadual do PL em Goiás, Wilder Morais, foi uma “peça-chave” para que uma possível aliança entre a legenda e o candidato do governo [Sandro Mabel] não avançasse na última eleição.

“Existe, por parte desse grupo, [a iniciativa de] querer fechar e não discutir política. Acho que foi um erro deles na eleição municipal, não quiseram sentar e conversar com o próprio governador do Estado. Penso que continuam errando ao não dialogar, já disse isso publicamente”, concluiu, acrescentando que, hoje, não possui qualquer ligação ou diálogo com Wilder Morais.

Senado e Vanderlan

Recém-filiado ao PSD, Gustavo Mendanha também reconheceu a possibilidade de enfrentar uma disputa interna contra o senador Vanderlan Cardoso, que busca a reeleição, pela segunda posição na chapa governista.

Segundo Mendanha, a eventual concorrência não seria motivo de tensão: “Trata-se de um processo natural, saudável, como já conversamos”.

O ex-prefeito foi direto: buscará o espaço de segundo nome da chapa ao Senado, já que a primeira vaga é reservada à primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado. “Meu primeiro voto no Senado não será para mim, será para a Gracinha”, afirmou.

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