O bloqueio do Estreito de Ormuz tem intensificado a crise internacional e gerado impactos diretos na economia global, com aumento no preço do petróleo e risco de desabastecimento em diversos setores. A passagem, responsável por cerca de 20% do petróleo exportado no mundo, segue sob controle do Irã e de Omã. Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel, Teerã mantém restrições ao tráfego marítimo, com liberação seletiva de embarcações.

Autoridades iranianas afirmaram que trabalham em um protocolo conjunto com Omã para garantir a circulação de navios na região. No entanto, a medida só deve entrar em vigor após o fim da guerra Mesmo com eventual reabertura, o Irã sinaliza que embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel continuarão impedidas de transitar pelo estreito.

Mais de 40 países, liderados pelo Reino Unido, cobram a reabertura imediata da rota marítima. As nações acusam o Irã de comprometer a economia global e avaliam a adoção de sanções. O Conselho de Cooperação do Golfo solicitou ao Conselho de Segurança da ONU autorização para uso da força com o objetivo de liberar a passagem.

Aliada do Irã, a Rússia afirma que suas embarcações continuam autorizadas a trafegar pelo estreito. O posicionamento reforça o alinhamento político entre Moscou e Teerã no contexto da crise.

Os Estados Unidos não participaram de reunião internacional sobre o tema. O presidente Donald Trump afirmou que a segurança da rota não é responsabilidade americana e indicou que países dependentes do petróleo da região devem atuar diretamente.

A posição gerou críticas de aliados europeus e ampliou o desgaste diplomático dentro da OTAN.

Desde o início do conflito, ataques a embarcações comerciais reduziram drasticamente o fluxo na região. Dados da Lloyd’s List Intelligence apontam pelo menos 23 ataques diretos, com registro de mortes entre tripulantes.

Atualmente, poucos navios ainda atravessam o estreito, em sua maioria ligados ao transporte de petróleo iraniano fora dos circuitos tradicionais.

A restrição no fluxo de petróleo tem pressionado os preços internacionais e afetado cadeias produtivas, incluindo combustíveis e fertilizantes. Mesmo países que não importam diretamente pela rota, como os Estados Unidos, sentem os efeitos no mercado interno.

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