Bad Bunny celebra cultura latina e leva espetáculo bilíngue ao Super Bowl
09 fevereiro 2026 às 08h50

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A apresentação do cantor Bad Bunny no Super Bowl LX neste domingo, 8, foi marcada pela representação da cultura latina. Durante o espetáculo foram apresentadas canções de sucesso do artista no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, além de participações especiais da cantora Lady Gaga e Ricky Martin.
O músico porto-riquenho abriu sua performance com a frase “Que rico es ser latino” e em seguida fez com que o público emergisse a cidade de Porto-Rico. Ao som da música “Tití me Preguntó”, Bunny caminhava pelo palco que fazia referência ao cenário de seu último disco “Debí Tirar Más Fotos”, música vencedora do Grammy Melhor Álbum em 2025. O cenário foi decorado com folhagens tropicais e palmeiras, remetendo às ruas e aos quintais da ilha e do arquipélago caribenho.
Um dos pontos centrais da apresentação foi estréia de “La Casita”. A estrutura replicava uma tradicional casa porto-riquenha, que também foi utilizada como palco secundário. Algumas celebridades como Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba foram vistas no local. Para Bad Bunny “La Casita” tem um significado importante em sua trajetória. Ela representa os espaços onde o reggaeton nasceu, comunidades da classe trabalhadora, além de reforçar a ideia de sucesso sem apagamento cultural onde Bunny deixa claro que sempre levará sua origem consigo.
No segundo momento musical do Super Bowl foi apresentada a música “Yo Perreo Sola”. A música foi lançada em 2020 e retrata na letra o assédio e o direito das mulheres curtirem a pista de dança em paz.
A roupa escolhida pelo cantor foi um visual todo branco, uma bola de basquete e seu tradicional microfone de ouvido. Os fãs de Bad Bunny dizem que o acessório é uma homenagem ao astro porto-riquenho Chayanne, que teve seu auge na música no final dos anos 90.
O espaço também foi usado pelo cantor para posicionamentos políticos. Na música “NUEVAYoL”, Bad Bunny enviou uma mensagem em apoio aos imigrantes e à diáspora porto-riquenha que vive em Nova York. No palco também foram exibidas imagens com as frases “ICE out”, reforçando a crítica do cantor às políticas migratórias dos Estados Unidos.
A cantora Lady Gaga fez uma participação especial e apresentou “Die With a Smile”, parceria com Bruno Mars, em uma releitura com ritmo de salsa. A canção foi a única em inglês ao longo da apresentação. O encerramento da sequência contou ainda com a presença de Ricky Martin, que se juntou ao conterrâneo porto-riquenho na interpretação de “LO QUE LE PASÓ A HAWAii”, música de Bad Bunny.
Críticas de Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl e classificou o espetáculo como “uma afronta”. Segundo ele, o show foi “um dos piores de todos os tempos” e não representaria os valores e padrões de excelência do país.
Trump, que assistiu à final em uma festa na Flórida, também reclamou do fato de o cantor porto-riquenho ter se apresentado em espanhol. “Ninguém entende uma palavra do que ele está dizendo”, afirmou, além de criticar a coreografia, que considerou inadequada para crianças.
As declarações não surpreendem. Antes do evento, o presidente já havia dito que Bad Bunny era uma “péssima escolha” para o show do intervalo, citando posicionamentos do artista contra o ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos.
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