Atirador que feriu dois membros da Guarda Nacional perto da Casa Branca atuou com unidades apoiadas pela CIA no Afeganistão
27 novembro 2025 às 11h40

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O ataque que deixou dois membros da Guarda Nacional em estado crítico, na tarde de quarta-feira, 26, a poucos quarteirões da Casa Branca, expôs novas tensões sobre segurança e imigração nos Estados Unidos. O suspeito detido pela polícia, identificado como Rahmanullah Lakanwal, 29, é um afegão que trabalhou com unidades militares apoiadas pela CIA durante a guerra no Afeganistão, segundo apuração do The New York Times.
A informação foi confirmada pela própria agência de inteligência nesta quinta-feira, 27. Segundo o diretor da CIA, John Ratcliffe, Lakanwal chegou aos Estados Unidos em setembro de 2021 por meio de um programa criado ainda no governo Biden, destinado a afegãos que atuaram ao lado das forças americanas e precisaram deixar o Afeganistão após a retirada militar.
Os dois guardas da Virgínia Ocidental, alvejados perto de uma estação de metrô na região central de Washington, passaram por cirurgia e permanecem internados em estado crítico. O suspeito também foi baleado e está sob custódia.
Diante da repercussão, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA anunciou a suspensão imediata do processamento de solicitações feitas por cidadãos afegãos — incluindo pedidos de asilo e residência permanente — até que o episódio seja analisado.
Reação da Casa Branca
Em pronunciamento na noite de quarta-feira, o presidente Donald Trump classificou o episódio como um “ato de terror” e afirmou ter ordenado o envio adicional de 500 membros da Guarda Nacional para reforçar a segurança em Washington. A medida foi anunciada antes mesmo da conclusão das investigações.
Trump também aproveitou o momento para defender uma política migratória mais rígida e prometeu acelerar deportações em massa. O discurso ocorreu após dias de tensões políticas no país, que enfrenta uma série de ataques isolados e episódios de violência armada.
Moradores e turistas em choque
O ataque provocou pânico na região central da capital americana, uma das áreas mais vigiadas do país. Estações de metrô foram fechadas temporariamente, carros foram revistados e o trânsito foi interrompido em vários pontos. O FBI e o Departamento de Segurança Interna permanecem em alerta.
O que aconteceu no tiroteio perto da Casa Branca
O ataque ocorreu no início da tarde de quarta-feira, quando dois membros da Guarda Nacional caminhavam próximos à estação de metrô McPherson Square, a poucas quadras da Casa Branca. De acordo com autoridades, Lakanwal teria se aproximado dos militares e atirado diversas vezes, sem aviso prévio. Testemunhas relataram cenas de correria e forte presença policial minutos depois.
O suspeito foi atingido durante a resposta das forças de segurança e detido ainda no local. As autoridades afirmam que ele atuou sozinho.
O FBI conduz a investigação e analisa se o ataque tem motivação política, ideológica ou pessoal. Até o momento, não há indicação de que o suspeito estivesse ligado a organizações terroristas.

