Asteroide do tamanho de um prédio pode atingir a Lua
14 fevereiro 2026 às 16h40

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Um asteroide classificado como 2024 YR4, com aproximadamente 60 metros de diâmetro — tamanho comparável à altura de um prédio de 15 andares — continua a ser monitorado por agências espaciais e astrônomos de todo o mundo, desta vez por um possível impacto com a Lua no fim de 2032. Embora a probabilidade deste evento ainda seja considerada baixa, estimativas recentes apontam para uma chance de cerca de 4,3% de colisão, com possíveis consequências observáveis a partir da Terra e implicações para satélites em órbita lunar e terrestre.
O objeto foi descoberto em 27 de dezembro de 2024 pelo telescópio ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) no Chile, e inicialmente chamou a atenção porque cálculos preliminares indicaram uma probabilidade de impacto com a Terra em 22 de dezembro de 2032. Em fevereiro de 2025, essa chance chegou a cerca de 3,1%, um nível inédito para um asteroide desse tamanho, chegando a figurar no topo da “lista de risco” de objetos próximos da Terra.
Entretanto, observações subsequentes, incluindo medições com o telescópio espacial James Webb, permitiram refinar a órbita do asteroide e praticamente eliminar — para efeitos práticos — a possibilidade de colisão com o planeta, que agora é considerada inexistente no período de 2032 em diante.
Com o risco de impacto com a Terra descartado, a atenção da comunidade científica voltou-se para a possibilidade de um encontro com o satélite natural. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), a probabilidade atual de 2024 YR4 atingir a Lua em 22 de dezembro de 2032 é de cerca de 4%, valor que pode ser revisado à medida que novas observações forem feitas quando o asteroide voltar a ficar observável em 2028.
Em termos físicos, o impacto de um corpo desse porte na superfície lunar teria consequências localizadas, mas ainda notáveis. Estudos publicados recentemente, incluindo um artigo disponibilizado no servidor de preprints arXiv.org em janeiro de 2026, utilizam modelos computacionais para simular o evento.
Um dos efeitos mais visíveis desse cenário seria um clarão momentâneo no céu terrestre imediatamente após o impacto. Modelos projetam que esse “flash” luminoso poderia atingir magnitude entre −2,5 e −3, níveis comparáveis ao brilho do planeta Vênus no firmamento noturno. A visibilidade a olho nu, contudo, dependeria fortemente da fase lunar e da posição geográfica dos observadores no momento do impacto.
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