Os baixos índices de criminalidade de Goiás pesaram como um dos principais critérios considerados pelo estudante goiano Enzo Remy ao optar por cursar Direito na Universidade Federal de Goiás (UFG), apesar de ter sido aprovado no mesmo curso na Universidade de São Paulo (USP) e em Medicina em universidades federais.

Vale destacar que dados da Secretaria de Segurança Pública de janeiro deste ano apontam queda nos principais índices de criminalidade em Goiás pelo sétimo ano seguido. O levantamento traça um comparativo entre 2018 e 2025, e revelam queda de mais de 90% nos indicadores de violência e criminalidade.

Enzo Remy obteve resultados expressivos em diferentes processos seletivos nacionais, o que o colocou entre os candidatos de melhor desempenho no país. No vestibular de Direito da UFG, que oferecia 14 vagas, conquistou o primeiro lugar no curso de Direito Noturno, um dos mais concorridos da instituição.

No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alcançou 960 pontos na redação e pontuação próxima de 900 em matemática, desempenho que possibilitou aprovações em cursos de alta concorrência, incluindo Medicina, em universidades públicas.

Foto: Reprodução

Em vestibulares tradicionais, também obteve o primeiro lugar geral na Universidade Federal de Goiás e o quarto lugar na Universidade Estadual de Goiás (UEG), além de outras aprovações em instituições públicas.

Entre os resultados de maior destaque está a aprovação no curso de Direito da Universidade de São Paulo, considerada a principal universidade do país em rankings acadêmicos nacionais. Ainda assim, Enzo decidiu permanecer em Goiás para cursar a graduação na UFG. Segundo o estudante, a decisão levou em conta fatores como a identificação com o estado, a tradição acadêmica da universidade e a qualidade do curso.

O curso de Direito da UFG tem reconhecimento nacional. De acordo com o Ranking Universitário Folha (RUF) 2025, a universidade figura entre as principais instituições públicas do Brasil, com o curso de Direito ocupando a 13ª posição no país. O desempenho é atribuído, entre outros fatores, à qualificação do corpo docente e à avaliação positiva no mercado de trabalho.

Outro indicador citado é o desempenho no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no qual a UFG mantém índices de aprovação entre os mais elevados do estado de Goiás.

No cenário nacional, a USP segue liderando os rankings universitários brasileiros, enquanto a UFG se consolida como uma das principais instituições de ensino superior do Centro-Oeste.

Influência familiar e escolha pessoal

Enzo Remy é filho do advogado e gestor jurídico Danúbio Cardoso Remy Romano Frauzino, mestre em Direito, com atuação nas áreas de direito público e eleitoral, e da jornalista Edriza Borges, repórter da TV Assembleia. Egresso da Universidade Federal de Goiás e com passagem acadêmica pela Universidade de Lisboa, Danúbio destaca a estrutura e a tradição da UFG no ensino jurídico.

Segundo ele, a decisão foi tomada pelo próprio estudante, que também teve a possibilidade de cursar Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Além dos aspectos acadêmicos e pessoais, a avaliação sobre a segurança pública no estado de Goiás também pesou na decisão final de realizar o ensino superior no estado.

Segurança em Goiás

Na última segunda-feira, 26, o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Rodney da Silva, afirmou que Goiás “é uma referência no combate à criminalidade porque une investimento, tecnologia e liderança. Não existe segurança pública sem um líder, sem alguém que comande e dê exemplo”, afirmou.

O dirigente destacou ainda que, atualmente, apenas dois estados podem ser apontados como referência na área: “Goiás e Santa Catarina”.

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Dados da Secretaria de Segurança Pública de janeiro deste ano apontam queda nos principais índices de criminalidade em Goiás pelo sétimo ano seguido. O levantamento traça um comparativo entre 2018 e 2025.

Nesse período, houve redução sustentada e contínua, ano a ano, nos mais variados crimes de roubo, como: de carga (-97%), de veículos (-95%), a transeunte (-92%) e em comércio (-91%). Roubo a instituições financeiras, prática conhecida como Novo Cangaço, não houve sequer um registro nos últimos anos, com redução de 100%.

Crimes contra a vida também tiveram importante recuo: latrocínio (-82%), homicídio doloso (-62%), lesão seguida de morte (-54%), e homicídio tentado (-28%)