Para ele, todos os parlamentares possuem “um sentimento de defesa do Estado” e ninguém deverá “jogar contra” as medidas

Foto: divulgação

O governador do Estado, Ronaldo Caiado (DEM), concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 22, após a apresentação de balanço por parte da Secretaria de Estado de Administração (Sead), onde repercutiu alguns temas que ganharão destaque durante os próximos meses. Um dos assuntos abordados pelo democrata foi a possível adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Ao ser questionado sobre andamento das discussões acerca deste assunto, Caiado adiantou que o governo está aguardando o retorno da Assembleia Legislativa (Alego) para então encaminhar novos projetos “que somos instados a fazer (pelas exigências de ingresso ao Regime)”.

O democrata disse acreditar que todos os deputados estaduais, independentemente das siglas e questões partidárias, “têm um sentimento de defesa do Estado”. Para ele, ninguém deverá “jogar contra” a aprovação das medidas na Casa de Leis.

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No entanto, a história que se ouve nos bastidores do Parlamento vai na contramão do exposto pelo democrata. Conforme mostrado pelo Jornal Opção, o próprio presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB), já havia se posicionado para repudiar o gosto amargo do remédio. “O Estado só adere ao RRF se a Assembleia autorizar e eu adianto que não tem como autorizar”. 

Na visão de Lissauer, só a secretária de Economia, Cristiane Schmidt, é a favor da adesão ao Regime. “São medidas muito duras e nós não concordamos, o setor produtivo não concorda, o Tribunal de Justiça e Ministério Público não concordam… a única que concorda é a secretária”, disse.

Diálogo

O democrata assegurou que irá chamar os deputados para uma reunião com toda a equipe do governo. A ideia é “mostrar a realidade do Estado e o que está previsto para o futuro”.

Segundo Caiado, o presidente Jair Bolsonaro também está a par da situação enfrentada por Goiás. “Tenho falado também com o ministro Paulo Guedes e continuarei com as nossas reuniões para tratar sobre esse e outros assuntos”, garantiu.

Até lá

Enquanto isso, o governador continua defendendo que Goiás possa integrar o Regime para que não caia na mesma situação do Rio de Janeiro: “Com atrasos de cinco meses, aposentados sem receber em dia”, exemplificou.

“Precisamos ter responsabilidade para tomar essas medidas. Precisamos manter o Estado em condições de arcar com seus compromissos na área da saúde, educação, pagamento dos servidores e outros”, declarou o chefe do Executivo. Para ele, do contrário, o estado continuará totalmente “asfixiado”  e sem condições de “alavancar” sua capacidade de produção para deixar a crise.