Apesar da Resistência do G6, Issy Quinan está conquistando o apoio da maioria dos deputados pra presidir a Assembleia
31 outubro 2026 às 21h03

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Um repórter do Jornal Opção esteve na Assembleia Legislativa de Goiás e conversou com oito deputados estaduais a respeito da eleição para presidente do Poder Legislativo.
Os oito deputados disseram a mesma coisa: Issy Quinan é o chamado “favorito absoluto”. Porque é ligado ao governador Daniel Vilela, foi bem votado, é veterano, é gestor e é do MDB. Tem o perfil adequado para gerir a Assembleia, concluíram os entrevistados.

Mas os parlamentares, que são experimentados, acrescentaram que há um grupo, que chamam de Resistência do G6, que não é fraco. Pertencem à célula rebelde: Cairo Salim, do MDB, Charles Bento, do MDB, Jamil Calife, do pP, Virmondes Cruvinel, do União Brasil, Wagner Neto, do Solidariedade, e Wilde Cambão, do União Brasil.

O jogo da Resistência é o seguinte: são seis nomes; então, aquele que estiver melhor, que conquistar mais apoios, será o candidato a presidente. No momento, o nome mais forte do grupo é Virmondes Cruvinel (ligado ao presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, do União Brasil).
Líder do governo, Talles Barreto, do União Brasil, corre por fora. Não tem arestas substanciais com ninguém. Ele é ligado ao governador Daniel Vilela e ao ex-governador Ronaldo Caiado. Pode ser o tertius? É possível.

Três dos oito deputados ouvidos pelo Jornal Opção dizem que uma configuração deve prevalecer: Issy Quinan ficaria os dois primeiros anos como presidente da Assembleia, com o objetivo de repaginá-la, e Talles Barreto ficaria os dois anos finais. “Seria um acordo de cavalheiros”, sublinha um parlamentar.

Qual a participação de Daniel Vilela e de Ronaldo Caiado no processo de escolha do presidente da Assembleia? Os deputados sugerem que os dois estão atentos e não querem ser surpreendidos com alguma “traição”.

Issy Quinan já teria conquistado o apoio efetivo de pelo menos 16 deputados, mas há quem fale em mais de 21 — cerca de 25. Entre eles estão: Amarildo Pereira Filho (Novo), Amauri Ribeiro (PL), Edson Raiado (PSD), Graciele da Arte Trigo (Agir), Joscilene do Mangão (Agir), Keké da Vulcanis, Lucas Kitão (Mobiliza), Romário Policarpo (Cidadania) e Wellington Bessa (Mobiliza).

Nenhum dos outros postulantes tem tanto apoio quanto Issy Quinan. “Ele está comendo pelas beiradas e pode conquistar o apoio, ao final do processo, de mais de 35 deputados”, postula um parlamentar. Todos citam a “seriedade” do parlamentar. (E.F.B.)


