Ao relembrar trajetória política, Caiado alfineta Flávio Bolsonaro: “Não se aprende a governar na Presidência da República”
31 março 2026 às 17h46

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Durante seu discurso de agradecimento ao passar sete anos e três meses como governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) alfinetou o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, ao fazer uma linha do tempo sobre a própria trajetória política e relembrar um ensinamento do pai. “Não se aprende a governar no cargo da Presidência da República”.
“Meu pai, com a sabedoria que tinha, me ensinou muito, ainda mais pelo fato que eu era muito afoito. E ele sempre dizia: ‘Meu filho, calma! As coisas não são assim. A vida nos impõe degraus. Não é inteligente suprimir todos eles’. Eu cometi um erro. Já comecei às avessas. Já comecei [na disputa] como presidente da República”, destacou
“O [Fernando] Collor é apenas dois meses mais velho que eu, temos a mesma faixa etária. Ele ganhou a eleição e deu no que deu. Faltou experiência, exemplo de vida, autoridade moral… Não se aprende a governar no Presidência da República. Não se aprende ser um bom juiz ou desembargador sem passar pelas comarcas e ver a vida como ela é”, salientou.
Não foi a primeira vez que Caiado proferiu palavras indicando-as serem para Flávio Bolsonaro. Na coletiva desta segunda-feira, 30, em São Paulo, ao ser questionado se o filho de Jair Bolsonaro era novo demais para estar na disputa, Ronaldo Caiado repetiu o mesmo discurso feito nesta terça-feira, 31, no plenário da Assembleia Legislativa (Alego).
Em outro trecho, Ronaldo Caiado também relembrou a atuação que teve durante a pandemia da Covid-19, onde apresentou divergências com o então presidente Jair Bolsonaro (PL). “Soube cuidar de vidas durante a Covid, soube cuidar de vidas ampliando atendimento a todas as regiões do estado de Goiás com hospitais de média e alta complexidade. Com ampliação para quase 800 leitos de UTI, quando se tinham pouco mais de 200 e apenas três cidades tinham atendimento às pessoas”, disse o ex-governador.
Vale lembrar que, durante a alta dos casos, Bolsonaro chegou a recomendar tratamento com medicamentos sem eficácia para ajudar no tratamento. Além disso, ignorou emails de farmacêuticas para viabilizar a compra das vacinas que eram produzidas na época e criticou governadores que defenderam medidas de distanciamento social, sendo um deles Ronaldo Caiado. Ao todo, mais de 700 mil pessoas perderam a vida por causa do vírus.
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